Presidente Lula diz que pretende colocar dívidas do Fies na negociação de endividamento
O objetivo é que o aluno se forme e pague as suas dívidas estudantis sendo um profissional competente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em sua visita a Sorocaba, na sexta-feira (10), que pretende colocar as dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) na negociação de endividamento.
O depoimento aconteceu durante a inauguração das novas instalações do câmpus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). “Agora estamos com um problema, porque está aumentando o endividamento do Fies e nós vamos ter que colocar ele também na nossa negociação de endividamento, porque a gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário, porque ele está devendo”, afirmou.
Em sua fala complementou ainda que o objetivo é que o aluno se forme e pague as suas dívidas estudantis sendo um profissional competente.
Segundo a Agência Brasil, o governo federal estuda inserir o endividamento estudantil com o Fies no pacote de medidas. No entanto, não explicou como isso deve ocorrer. Desde 2025, mais de 160 mil estudantes com contratos a partir de 2018 já podem renegociar suas dívidas até 31 de dezembro de 2026.
Ainda em sua declaração, o presidente afirmou que um profissional formado melhora a condição do País. “Porque se ele for um profissional competente ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso País, ele vai melhorar a qualidade de competitividade do nosso País, ele vai melhorar a qualidade da produtividade do País e aí a gente vai ter mão de obra mais qualificada e tudo será pago”.
Pacote de crédito
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou na terça-feira (7) que o governo federal está avaliando a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas.
Conforme divulgado pela Agência Brasil, a proposta está em análise. A medida faz parte do plano que está sendo estudado pelo governo do presidente Lula para reduzir o endividamento das famílias e ampliar o acesso ao crédito. O foco são pessoas de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
Incentivo à educação
Durante suas declarações, o presidente também abordou as dificuldades de alfabetização das crianças e a falta de interesse na área da educação.
“Descobrimos que tem muita gente que não quer ser mais professor e muitas vezes só ia fazer pedagogia o companheiro que tirava nota baixa no Enem”, afirmou.
O presidente Lula lembrou, ainda, a criação, em 2025, de uma bolsa para alunos com notas a partir de 651 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é uma pontuação boa e suficiente para diversos cursos, uma bolsa de incentivo para o curso de pedagogia.
“Nós garantimos uma bolsa, para que os melhores alunos do Enem que querem ser professores. Nós vamos pagar uma bolsa até ele se formar. Nós não queremos os mais atrasados, nós queremos os mais adiantados, por isso o incentivo”, explicou o presidente.
Ainda abordando o incentivo, o presidente Lula falou sobre o programa “pé de meia”, que oferece um incentivo aos alunos que permanecem no ensino médio. O objetivo é impedir a evasão escolar para o trabalho e auxílio de renda em casa.