Segue indefinido modo de escolha do governador do Rio
STJ vai decidir sobre eleição direta ou indireta para o "mandato-tampão"
A escolha do próximo governador do Rio de Janeiro se mantém indefinida após o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar o julgamento que discute se o pleito será de forma indireta, em votação feita pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), ou direta, pelo voto popular. Até que a Corte conclua o julgamento, o comando do Palácio Guanabara segue com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto.
Na prática, o adiamento prolonga um cenário de instabilidade institucional no Estado, já que o governador eleito Cláudio Castro (PL) e seu vice Thiago Pampolha renunciaram aos cargos. Os dois foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O próximo da linha sucessória, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi preso pela Polícia Federal. Com essa situação atípica, o Supremo precisa definir como será a escolha do governador para o “mandato-tampão”, que ficará no cargo até o final do ano.
Na quinta-feira (9), o ministro do STF Flávio Dino, pediu vista (mais tempo para análise) no julgamento. Mesmo com a interrupção, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos e acompanharam Luiz Fux, defendendo a realização de eleição indireta. Cristiano Zanin até o momento é o único a favor do modelo direto.
Cresce no Supremo a tendência de optar pela eleição indireta. Entre os motivos está a dificuldade logística de organizar duas eleições para o governo do Rio no mesmo ano. Um ministro do Supremo avalia que, para ser realizada uma eleição direta extra no Rio neste ano, seriam necessários mais de 100 dias para organizar o pleito. Esse teria sido o prazo usado por Tribunais Regionais Eleitorais em Estados menores.
A outra opção seria manter Ricardo Couto interinamente no governo até o fim do ano. (Estadão Conteúdo)