Dezessete ministros saem do governo para eleições

Por Cruzeiro do Sul

O governo federal teve 17 baixas por causa da descompatibilização de ministros que deixaram a Esplanada para se candidatar nas eleições de 2026. Da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 20 devem permanecer até o fim do mandato. Ainda há o caso do advogado-geral da União, Jorge Messias, que continua no governo, mas deverá ser sabatinado no Senado para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

A legislação eleitoral obriga que autoridades com cargo no Executivo deixem os seus postos em até seis meses antes das eleições para participar dos pleitos. O prazo para essa descompatibilização se esgotou no sábado (4). A regra não vale para candidatos à reeleição no Executivo, como Lula e governadores, dentre estes, o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O presidente Lula ainda fez uma troca interna para recompor a chefia do Ministério da Agricultura e Pecuária. Para suprir a falta do ex-ministro Carlos Fávaro, que deixou o governo para concorrer ao Senado, Lula transferiu o então ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, para o comando da pasta. Quem comanda agora o ministério deixado por André de Paula é Édipo Araújo.

Os ministros que deixaram os cargos são: André Fufuca, ex-ministro do Esporte; Anielle Franco, ex-ministra da Igualdade Racial Rio de Janeiro; Camilo Santana, ex-ministro da Educação; Carlos Fávaro, ex-ministro da Agricultura e Pecuária; Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; Geraldo Alckmin, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais; Jader Filho, ex-ministro das Cidades; Macaé Evaristo, ex-ministra dos Direitos Humanos e Cidadania; Márcio França, ex-ministro do Microempreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Paulo Teixeira, ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Renan Filho, ex-ministro dos Transportes; Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil; Silvio Costa Filho, ex-ministro dos Portos e Aeroportos; Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento; e Sônia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas.