Bolsonaro vai para o hospital com calafrios e vômitos, diz Flávio
O ex-presidente está detido na Papudinha onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado
O senador Flávio Bolsonaro (PL) usou as redes sociais na manhã desta sexta-feira, 13, para comunicar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está a caminho do hospital, com “calafrios e vômitos”.
“Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonar está a caminho do hospital, mais uma vez… Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante. Peço orações para que não seja nada grave", escreveu Flávio no X (antigo Twitter).
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) também confirmou a informação em suas redes sociais. “Recebo essa informação com preocupação e oração. Bolsonaro é um homem que já enfrentou muitas batalhas pela vida e pelo Brasil, e tenho fé de que mais uma vez superará esse momento”, escreveu.
Bolsonaro está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Pedido de prisão domiciliar
No dia 5 de março a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão de manter o ex-presidente na prisão. A defesa de Bolsonaro havia solicitado sua transferência para a prisão domiciliar alegando que a Papudinha não tem estrutura suficiente para os atendimentos médicos necessários.
No requerimento da defesa, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser afirmam que o ex-presidente apresenta um “quadro de doenças crônicas múltiplas, sequelas cirúrgicas relevantes e alterações funcionais”, que, segundo a defesa, justificam a concessão do benefício.
O relator do processo, ministro do STF Alexandre de Moraes, sustentou que a prisão “atende integralmente às necessidades do condenado”. O ministro afirma que na prisão, Bolsonaro “tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”.