Operação Bazaar combate corrupção policial em SP

Delegados e investigadores protegeriam "lavagem de dinheiro"

Por Cruzeiro do Sul

Gaeco e PF cumpriram mandados de busca e apreensão

Parte da estrutura da Polícia Civil de São Paulo amanheceu ontem (5) cercada por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), Polícia Federal e promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Foram revistadas por ordem judicial a 1ª Delegacia de Lavagem e a Divisão de Crimes Contra a Fazenda, que pertencem ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC); a 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) e a 4ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, ambas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e o 35º Distrito Policial, na zona sul de São Paulo.

As unidades policiais foram alvo de buscas da Operação Bazaar, que investiga um esquema milionário de achaques que envolviam delegados, investigadores, doleiros e advogados. A operação ainda teve seis policiais como alvos: o delegado João Eduardo da Silva e o escrivão Ciro Borges Magalhães Ferraz, ambos do 35º DP, e os investigadores Rogério Cione, que trabalha na assistência da divisão do DPPC, Jayme Emílio Tavares Júnior, do Deic, Rogério Coichev Teixeira, do Serviço Aerotático (SAT) e Roldnei Eduardo dos Reis Baptista, da 1ª delegacia de Combate à Corrupção, além de dois advogados, ex-policiais e doleiros.

De acordo com o Gaeco, havia um amplo e estruturado esquema de corrupção policial voltado à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais. Segundo as investigações, a organização atuava para assegurar a continuidade das práticas criminosas e evitar a responsabilização de seus integrantes. Para isso, fazia pagamentos sistemáticos de vantagens indevidas a agentes públicos, além de adotar estratégias de fraude processual e destruição de provas no âmbito de inquéritos policiais. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)