Polilaminina e perda de patente viram debate
A polilaminina, proteína usada para o tratamento experimental na recuperação de lesões da medula espinhal, tornou-se recentemente o centro de um debate público que envolve patente, financiamento e divulgação científica.
Em um editorial conjunto no Jornal da Ciência, Francilene Procópio Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e Helena Bonciani Nader, presidente Academia Brasileira de Ciências (ABC), afirmam que o caso da polilaminina “ganhou projeção no debate público brasileiro não apenas por sua dimensão científica, mas também por suas implicações institucionais, regulatórias e de política de inovação.”
Para elas, a trajetória da pesquisa revela tensões do sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação, especialmente em temas como propriedade intelectual, validação científica e a conexão entre produção científica e políticas de saúde.
A pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio disse que perdeu a patente internacional da polilaminina após cortes na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde o composto estava sendo desenvolvido.
Conforme reportagem do jornal O Globo, nos testes preliminares, a polilaminina foi avaliada com cães e um grupo de 8 voluntários humanos, tratados entre 2018 e 2021 na fase aguda, até 72 horas após a lesão. A aplicação foi feita diretamente na medula espinhal durante a cirurgia. Os resultados foram variados, com alguns pacientes tendo uma recuperação completa dos movimentos, e outros uma melhora parcial. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo)