Caso ‘Orelha’ impulsiona três propostas no Senado

Por Cruzeiro do Sul

Endurecimento da punição tem apoio tanto de senadores governistas quanto de oposição

Com menos de uma semana de trabalhos legislativos em 2026, três propostas relacionadas ao combate aos maus-tratos a animais já foram apresentadas no Senado Federal neste ano. O caso do cão Orelha reacendeu o debate entre parlamentares, e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), prometeu dar mais celeridade à tramitação das matérias sobre o tema.

Ao todo, há pelo menos 20 projetos em análise no Senado. Somente a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentou quatro propostas. Uma delas determina que adolescentes envolvidos na morte de animais sejam encaminhados obrigatoriamente à avaliação psicológica especializada, e que pais ou responsáveis legais participem de programas de orientação e educação sobre bem-estar animal e prevenção da violência.

O cão comunitário Orelha, de 10 anos, foi encontrado agonizando e precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil de Santa Catarina identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de tê-lo agredido violentamente com o intuito de matá-lo.

O caso também reabriu a discussão sobre a maioridade penal. Relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, o deputado federal Mendonça Filho (União-PE) afirmou nesta semana que avalia incluir o crime de crueldade contra animais entre as hipóteses que poderão ser submetidas a referendo sobre a redução da maioridade penal, previsto para 2028, conforme seu relatório. (Estadão Conteúdo)