Tarcísio visita Bolsonaro e reforça que vai disputar reeleição

Governador quer comandar SP novamente

Por Cruzeiro do Sul

Tarcísio de Freitas atendeu a imprensa na Papudinha

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou ontem (29), após visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília, que vai disputar a reeleição neste ano. “A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo”, disse ao sair da unidade prisional.

É o primeiro encontro entre os dois após a prisão de Bolsonaro. Ele tinha sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente na semana passada. Tarcísio optou por cancelar o encontro após avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura de Flávio. Na terça-feira (27), Tarcísio disse que não seria candidato à Presidência “nem se Bolsonaro pedisse”.

“A gente queria fazer essa visita ao presidente. Uma visita que a gente tinha se programado, queria muito transmitir meu abraço e solidariedade, falar do meu apreço e da minha gratidão e tinha uma tarefa muito difícil que era transmitir o abraço de muitas pessoas”, disse.

“Toda vez que faço evento em São Paulo são milhares de pessoas. É impressionante o carinho das pessoas e queria ser porta-voz desse carinho, falar da saudade que as pessoas têm dele. Dizer que tem uma massa de brasileiros que torcem por ele. Foi esse o objetivo da visita. Ele vai sempre ter um grande amigo”, acrescentou. Inicialmente, Alexandre de Moraes havia autorizado que Tarcísio se encontrasse com o ex-presidente no dia 22 de janeiro. No entanto, o governador cancelou a visita um dia antes. Segundo informe oficial da Secretaria de Comunicação do Estado, o cancelamento foi necessário em razão de “compromissos em São Paulo”. Naquele dia, a agenda oficial de Tarcísio listava compromissos internos no Palácio dos Bandeirantes entre às 11h e às 20h.

Bolsonaro está preso na Papudinha desde 15 de janeiro, quando foi transferido da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde permaneceu por pouco mais de um mês. Ele cumpre pena após ser condenado a 27 anos e três meses de reclusão pelo STF no julgamento do núcleo central da trama golpista. A defesa de Bolsonaro nega as acusações. (Da Redação com Estadão Conteúdo)