Suspeita de envolvimento na morte de ex-delegado é presa
Mulher teria transportado um fuzil utilizado pelos criminosos na execução da vítima
Uma mulher de 25 anos foi presa nesta quinta-feira (18), suspeita de envolvimento na morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado na última segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista. De acordo com as investigações, a jovem teria sido responsável por transportar o fuzil usado pelos criminosos na execução. Durante coletiva de imprensa, a respeito da prisão, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que a captura de todos os envolvidos é prioridade.
Segundo a polícia, a suspeita levou a arma da Baixada Santista até a região do ABC Paulista, onde deveria entregá-la a uma pessoa ainda não identificada. O celular dela foi apreendido e passará por perícia. A prisão temporária foi autorizada pela Justiça após pedido dos investigadores.
“É uma questão de honra para nós realizar a prisão de todos os que participaram desse terrível crime contra o delegado. Apesar de ele estar aposentado, todos sabemos que ele foi um dos delegados que mais enfrentaram de frente o crime organizado", afirma Derrite.
A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, confirmou que a investigada trouxe outras informações relevantes que estão sendo apuradas.
Outros dois homens suspeitos de participação no crime, Flávio Henrique Ferreira de Souza e Felipe Avelino da Silva, já foram identificados, mas permanecem foragidos. Equipes do DHPP, do Deic e da Seccional de Praia Grande cumpriram oito mandados de busca nesta quarta-feira (17), mas não localizaram os investigados. Materiais apreendidos nas ações passaram por perícia.
O atual delegado-geral de Polícia, Artur Dian, apontou possíveis motivações para o crime. Entre elas, investigações complexas conduzidas por Ruy no combate ao crime organizado ou questões ligadas ao cargo de secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, no qual ele seria responsável por autorizar contratos.
A Secretaria de Segurança Pública informou que reforçou o policiamento ostensivo e mobilizou unidades especializadas da Polícia Civil, além do setor de inteligência da Polícia Militar, para identificar e responsabilizar todos os envolvidos. (Da Redação)