Aliados de Lula e Bolsonaro racham bancada evangélica
A polarização política entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares próximos ao governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva divide a Frente Parlamentar Evangélica que, pela primeira vez desde sua criação, em 2003, terá uma disputa pela presidência. Se enfrentam os deputados Silas Câmara (Republicanos-AM) e Eli Borges (PL-GO).
O deputado amazonense é o favorito, tem diálogo com integrantes do governo e conquistou o apoio do PT. Já Eli Borges busca forças dentro do principal partido de oposição, o PL. Aliados de Silas receiam que Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, possa articular uma reviravolta.
No ano passado, a frente chegou a ser composta 181 deputados e 8 senadores. Integrantes da bancada dizem que o grupo hoje tem 132 deputados e 14 senadores, força suficiente para influenciar em qualquer votação.
Eli é pastor da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira e também tem aproximação com o setor do agronegócio. Silas faz parte da ala mais antiga da Assembleia de Deus, chamada de Missão ou Belém e foi responsável por convidar Bolsonaro para a Marcha para Jesus em Amazonas no ano passado.
Nos bastidores, foi negociado o revezamento durante os dois anos de comando, mas a oferta foi recusada. A primeira votação para a presidência estava marcada para quinta-feira (3), mas não aconteceu. A nova data é 15 de fevereiro. (Estadão Conteúdo)