Mulher morre atingida por rojão no réveillon

Por Cruzeiro do Sul

Amigos tentaram socorrer Elizangela, sem sucesso

Uma mulher de 38 anos morreu ao ficar com um rojão preso na roupa durante o réveillon, na madrugada de domingo (1°), em Praia Grande, na Baixada Santista. A polícia descartou que o artefato tenha vindo de alguma comemoração oficial da prefeitura e ainda tenta identificar o responsável por acioná-lo. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária como homicídio e lesão corporal culposa.

Num vídeo postado nas redes sociais é possível ver o momento em que diversas pessoas admiram os fogos na praia, até que ocorre uma explosão no corpo de Elizangela Tinem Gonçalves e todos começam a correr, assustados.

Segundo o primo da vítima informou aos policiais militares, o rojão se prendeu no corpo e explodiu antes que conseguissem tirá-lo. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte da mulher ainda no local.

Mais uma morte

Um menino de 11 anos morreu atingido por uma bala perdida durante a comemoração do réveillon em Mesquita, município da Baixada Fluminense, no Rio. Familiares contaram à Polícia que Juan Davi de Souza Faria estava de pé sobre uma cadeira na varanda da casa de sua família, no bairro Santa Teresinha, vendo os fogos de artifício lançados a partir da 0h de domingo (1º) acompanhado por parentes quando foi baleado na cabeça, à 0h05. Levado a uma unidade de saúde, morreu em seguida.

A Polícia Civil acredita que o menino tenha sido atingido por um tiro disparado aleatoriamente para o alto por alguém que estivesse comemorando a chegada de 2023. Até ontem (2) à tarde, o autor do disparo não havia sido identificado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que investiga o caso. A Polícia Militar informou que não havia operação da corporação nas imediações.

Juan era filho único e estudava na Escola Municipal Machado de Assis. O colégio lamentou a morte em mensagem publicada nas redes sociais. Um primo de Juan, Saulo Alves, publicou uma foto do menino com a família durante a festa do réveillon, antes de ser baleado, e escreveu: “Eu peguei você no colo, eu que vi (você) dentro da barriga da sua mãe, como brigamos, como rimos juntos, como cantamos juntos, fizemos coisa que só vai ficar na lembrança agora. Como queria que isso fosse um pesadelo.” (Da Redação)