PL vai recorrer da decisão de Moraes que multou coligação
Integrantes do partido dizem que já contavam com resultado desfavorável
O PL deverá recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou o pedido do partido para anular quase 60% das urnas eletrônicas do segundo turno das eleições, na noite de quarta-feira (23). Moraes ainda multou a coligação de Jair Bolsonaro em R$ 22,9 milhões de reais, “por litigância de má-fé”. O advogado da legenda, Marcelo Bessa, que apresentou a representação ao TSE, está estudando os possíveis recursos ao tribunal.
Segundo a revista Veja, integrantes do PL ouvidos na manhã de quinta-feira (24) admitiram que já esperavam por um resultado desfavorável. Tanto que Bessa já tinha avisado o presidende do partido, Valdemar Costa Neto, de que “o troco viria”. Ainda assim, decidiram manter a iniciativa.
Em sua decisão, o presidente do TSE havia determinado bloqueio imediato das contas e suspensões das cotas do Fundo Partidário não apenas do PL, mas também dos demais integrantes da coligação, o PP e o Republicanos. Ontem (25), o ministro atendeu a pedido destes dois partidos e decidiu excluí-los da ação. Agora, a multa deverá ser paga exclusivamente pelo PL. Da mesma forma, o bloqueio do fundo partidário recairá apenas sobre este partido.
Na quinta-feira, o PP e o Republicanos recorreram ao TSE se descolando da ação do partido de Bolsonaro. “Ocorre que os partidos Progressistas (PP) e Republicanos, apesar de coligados com o Partido Liberal (PL) jamais foram consultados sobre o ajuizamento da presente representação”, escreveram na ação. Em seu pedido, as siglas sustentam terem reconhecido publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. (Da Redação)