Amazônia: nenhuma hipótese sobre desaparecimentos está descartada
Autoridades continuavam ontem (8) as buscas ao jornalista britânico e ao indigenista brasileiro desaparecidos há mais de três dias na Amazônia, sem descartar “nenhuma linha investigativa”, incluindo homicídio, em uma região com forte presença do narcotráfico.
Apesar do tempo transcorrido desde o seu desaparecimento, a polícia e as Forças Armadas tentam encontrar rastros do jornalista Dom Phillips, de 57 anos, e do especialista Bruno Pereira, 41, e têm esperança de encontrá-los com vida.
“Até o momento, falamos em desaparecimento”, ressaltou Eduardo Alexandre Fontes, superintendente da Polícia Federal no Estado do Amazonas. “Iremos apurar um eventual homicídio, caso tenha ocorrido. Não descartamos nenhuma linha investigativa”, acrescentou.
Segundo Fontes, a região onde eles desapareceram é “bastante perigosa, com criminalidade intensa e tráfico de drogas transnacional, sobretudo pela faixa de fronteira com Peru e Colômbia, mas sabemos também de garimpo ilegal, da ocorrência de exploração ilegal de madeira e de pesca ilegal”.
Suspeito detido
Até agora, seis pessoas foram interrogadas e um homem foi detido como suspeito, segundo a polícia, que tenta determinar se ele tem relação com o desaparecimento. Testemunhas disseram que o viram passar em uma lancha em grande velocidade na mesma direção que Phillips e Pereira, depois que eles foram vistos pela última vez. Mas a polícia diz que o homem foi preso porque portava munições de calibre ilegal e drogas.
A operação naquela área, de difícil acesso, inclui cerca de 250 homens, entre policiais, militares e bombeiros, além de duas aeronaves, drones, 16 barcos e outros veículos, segundo a polícia. (AFP)