Saúde testa eficácia da 3ª dose da Coronavac
O Ministério da Saúde anunciou ontem (28) que iniciará estudo para avaliar a eficácia da aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo de São Paulo.
A pesquisa será realizada em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido. Nela, será analisada a possibilidade de aplicação de outras vacinas como 3ª dose para quem tomou as duas primeiras da Coronavac.
A principal pesquisadora, Sue Anne Clemens, da instituição britânica, afirma que serão analisados casos de uso da terceira dose com diferentes imunizantes, de outras farmacêuticas.
“Vamos vacinar pessoas que já tenham tomado duas doses da Coronavac, seis meses depois da segunda dose. Temos quatro grupos [de estudo]: um com reforço da Coronavac, outros com Janssen, Pfizer e Astrazeneca”, diz.
Segundo a pesquisadora da Universidade de Oxford, o estudo serviria para subsidiar uma nova estratégia de vacinação. Contudo, a pesquisadora e o Ministério não explicaram que nova estratégia seria esta e por que a necessidade de intercambialidade para quem tomou duas doses da CoronaVac.
Segundo o Ministério da Saúde, 12 mil voluntários participarão da pesquisa.
Uruguai
O Uruguai aprovou ontem a aplicação de uma terceira dose, com a vacina americana da Pfizer, a quem concluiu o esquema de imunização contra a Covid-19 com o imunizante chinês Coronavac.
A terceira dose será administrada “de maneira escalonada” e os imunizados deverão respeitar um prazo mínimo de 90 dias entre a segunda dose da Coronavac e a dose extra da Pfizer.
O Uruguai passa por várias semanas de queda de casos e óbitos de covid-19, embora abril, maio e junho tenham sido os piores meses da pandemia no país, que soma ao todo 380.793 casos e 5.941 mortos. (Da Redação com Estadão Conteúdo)