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Coronavírus

Para Queiroga ocorrido no AM é alerta contra 3ª onda

Ministro falou à CPI da Covid que vacinação é solução para pandemia

07 de Maio de 2021 às 00:01
Da Redação com Estadão Conteúdo
Ministro da Saúde foi o terceiro a depor na CPI do Senado.
Ministro da Saúde foi o terceiro a depor na CPI do Senado. (Crédito: JEFFERSON RUDY / AGÊNCIA SENADO)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ontem que a situação pela qual passou o Estado do Amazonas serve de alerta para evitar uma terceira onda de contaminação pelo novo coronavírus no País. Segundo o ministro, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, o momento não é de relaxamento, mas, sim, de ampliar a campanha de vacinação ou aderir às medidas não farmacológicas, como o distanciamento social e uso de máscaras.

“Nós conhecemos o contexto e o que aconteceu em Manaus e no Amazonas com esse número de mortes. Serve de alerta para que estejamos absolutamente vigilantes para que não tenhamos uma terceira onda dessa doença que pode ser muito perigosa para nossa população”, disse Queiroga. Entre as medidas, o ministro destacou o preparo de recursos humanos não só nas unidades de tratamento intensivo, mas também na rede de atenção primária e saúde suplementar.

Queiroga afirmou que “todas as situações de aglomerações” contribuem para a disseminação do novo coronavírus. A declaração foi dada em resposta ao senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE), que o questionou sobre se a realização das eleições em 2020, com o aval da Justiça Eleitoral, teria colaborado para a ampliação do contágio da Covid-19.

“Nós temos nessa segunda onda a implicação de uma variante do vírus, essa variante P1, e tem sido alardeado pelas autoridades sanitárias essas questões dessas aglomerações. E não só o processo eleitoral, mas como as festas de final de ano, as férias, o Carnaval, então todas essas situações em que as pessoas fazem aglomerações e muitas vezes não adotam as medidas não farmacológicas elas contribuem para aumentar a circulação do vírus”, disse Queiroga.

Durante o depoimento, o ministro ainda afirmou que a adoção ou não do tratamento precoce não será decisiva no enfrentamento à pandemia. A medida é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. “Essa questão do tratamento precoce não é decisiva no enfrentamento à pandemia, o que é decisivo é justamente a vacinação e medidas não farmacológicas”, disse.

Marcelo Queiroga disse desconhecer denúncias de desvio de recursos dentro do Ministério da Saúde. “Eu desconheço ter denúncias no Ministério da saúde sendo investigadas acerca desse tema, porque essas investigações, elas são feitas no âmbito da Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal e pelos senhores aqui”, disse ele em resposta ao senador governista Ciro Nogueira (PP-PI). Ainda na temática sobre a aplicação de recursos para enfrentando da pandemia, Queiroga respondeu que existem no Ministério mecanismos de auditoria para verificar uso de recursos por Estados e municípios.

O ministro confirmou ainda que o governo inflou o volume de doses de vacinas contra a Covid-19 efetivamente contratadas. Ele não quis avaliar a insistência do presidente Jair Bolsonaro na prescrição da cloroquina, mas afirmou que a vacinação em massa, o isolamento social e o uso de máscaras são os principais pilares da política sanitária. Na contramão do que diz Bolsonaro, porém, o ministro chegou a defender o lockdown como medida extrema. (Da Redação com Estadão Conteúdo)