Fernando Calmon

Água na fervura

A chegada do primeiro modelo SVU fabricado no Brasil pela Volkswagen deve aquecer ainda mais o mercado
Água na fervura
O modelo da Volkswagen será lançado em abril de 2019, mas só chegará a toda a rede em maio. Crédito da foto: Divulgação

Fernando Calmon – fernando@calmon.jor.br

Se o segmento de SUV compacto já estava aquecido, a chegada do primeiro modelo desse tipo fabricado no Brasil pela Volkswagen vai jogar água na fervura. O T-Cross teve pré-apresentação mundial à imprensa simultaneamente em São Paulo, Amsterdã (Holanda) e Xangai (China), semana passada, e será uma das grandes atrações do Salão do Automóvel paulistano de 8 a 18 de novembro.

Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Ford EcoSport e Renault Captur são alguns do concorrentes diretos, sem contar o veículo-conceito que a Fiat também apresentará no Salão. Este trará arquitetura do Argo e está previsto, segundo fonte da Coluna, para dentro de um ano. E ainda vem o novo Chevrolet Tracker, em 2020. O modelo da VW será lançado em abril de 2019, mas só em maio toda a rede de concessionárias estará bem abastecida.

O fenômeno SUV é global e um produto mais rentável para a indústria por ter maior porte. Jürgen Stackmann, vice-presidente mundial de vendas e marketing, veio ao Brasil e destacou esperar que, pela primeira vez, o Golf seja ultrapassado pelo Tiguan, como modelo de maior sucesso da marca no mundo, embora sem estimar um prazo. O presidente da VW do Brasil, Pablo Di Si, afirmou que a participação somada dos SUVs subiu de 9% para 23% em apenas sete anos. “Aqui a tendência é chegar a 30% em pouco tempo, como já acontece na Europa”, acrescentou.

O modelo brasileiro recebeu aperfeiçoamentos, executados em São Bernardo do Campo (SP), e adotados na versão chinesa. Espaço interno é maior por adotar o mesmo entre-eixos do sedã Virtus (2,65 m contra 2,56 m do T-Cross europeu, baseado no Polo). Também é 0,9 cm mais alto e largo, 8,5 cm mais comprido, além de mudanças estilísticas na frente e na traseira.

O interior apresenta modificações entre elas saídas de ar-condicionado para o banco traseiro que, por sua vez, não tem trilho corrediço como o europeu. A versão brasileira inclui estepe de uso temporário (T-Cross europeu não usa estepe). Aqui, o encosto do banco traseiro pode ser regulado para compensar, em parte, a perda de espaço no porta-malas (volume de 373 a 420 litros). Outros destaques: iluminação em LED na região dos pés, centro do console, painel e maçanetas. Há opção de sistema de som “Beats” e sete alto-falantes.

Oferecerá itens exclusivos no segmento, como quadro de instrumentos digital, seletor de perfil de condução, bloqueio eletrônico do diferencial, assistente de estacionamento 3.0, quatro entradas USB (duas para o banco traseiro). Pode vir com faróis de LED e teto solar panorâmico. Controle de estabilidade será de série.

T-Cross ter á exclusivamente motores turboflex, de 1 litro (128 cv) e 1,4 litro (150 cv), de consumo contido e alto desempenho, além de câmbio automático de seis marchas. Motor aspirado de 1,6 litro, apenas para exportação.

Preço de referência deverá ser menor que o Honda HR-V, líder do segmento entre SUVs compactos. O motor 1-litro tem menor incidência de IPI e deve partir de R$ 85.000, chegando a R$ 105.000 (completo). Além desse modelo, a VW terá o SUV médio Tarek argentino (2020), um “aventureiro” derivado do Polo (2019) e o SUV grande americano Atlas (2020).

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