Exterior

Morre deputado argentino baleado em frente ao Congresso

Apesar da morte do deputado, autoridades descartaram crime político



Ataque aconteceu na quinta-feira (9) – Foto: Juan Vargas/NA/AFP (09/05/2019)

O deputado argentino baleado em um ataque contra um funcionário público na quinta-feira (9), morreu neste domingo (12), como resultado dos ferimentos produzidos, relataram seus colegas no Congresso e autoridades, que descartam crime político.

“Lamentamos profundamente a morte do deputado Héctor Olivares. Acompanhamos sua família naquele momento difícil”, tuitou o bloco Cambiemos, ao qual pertencia o legislador de La Rioja (noroeste). Blocos de oposição emitiram mensagens de condolências.

O deputado, de 61 anos, foi internado em estado grave pelos ferimentos causados por uma bala que entrou na área abdominal e afetou o pâncreas, o fígado e o cólon. No sábado (11) foi verificada a falência múltipla dos órgãos, segundo a equipe médica do hospital público Ramos Mejía.

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O ataque perpetrado perto do Congresso, no centro de Buenos Aires, a princípio causou comoção política, mas a tensão diminuiu quando motivações pessoais vieram à tona. O chefe de gabinete do Ministério da Segurança, Gerardo Milman, confirmou que “não foi um crime político”, em declarações ao canal de notícias TN. “O alvo do crime não era o deputado Olivares, embora hoje tenhamos que lamentar sua morte”, acrescentou.

Em uma entrevista coletiva na sexta-feira (10), a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, atribuiu o fato a “um clã mafioso” e descartou a motivação política. Ainda não se sabe o motivo do ataque ao funcionário Miguel Yadón, de 58 anos, assassinado quando caminhava com seu amigo Olivares, deputado pela aliança Cambiemos, liderado pelo presidente Mauricio Macri.

A imprensa argentina ressaltou que o motivo do assassinato foi uma suposta relação mantida por Yadón com a filha de um dos agressores. A jovem, casada e mãe de dois filhos, negou à justiça conhecer as vítimas. O caso parece estar resolvido com a prisão de seis pessoas, uma delas detida na sexta-feira no Uruguai, e a descoberta de uma arma na casa de um dos investigados, que a perícia avaliará se foi a mesma usada no crime. (AFP)

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