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May propõe votações sobre saída sem acordo e adiamento do Brexit

Votações ocorreriam em caso de recusa do acordo do Brexit por parte do Parlamento britânico
May propõe votações sobre saída sem acordo e adiamento do Brexit
May propõe que um plano de Brexit sem acordo seja votado no dia 13 de março – Foto: Adrian Dennis/AFP

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta terça-feira (26) que se o Parlamento britânico rejeitar seu acordo de Brexit numa votação que deverá ocorrer até 12 de março, ela permitirá que os legisladores votem, nos dias seguintes, propostas para uma ruptura sem acordo com a União Europeia e para o adiamento da saída.

Caso o acordo original seja rejeitado, May propõe que um plano de Brexit sem acordo seja votado no dia 13 de março. Se este plano também não for aprovado, o governo britânico colocaria em votação uma proposta de adiamento do Brexit, em 14 de março, afirmou a premiê.

May, que falou no Parlamento, disse que teve conversas produtivas sobre o Brexit com autoridades da União Europeia na semana passada e que pretende propor alterações para o chamado “backstop”, como é conhecido o mecanismo que seria utilizado para evitar uma fronteira física entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte. Embora líderes da UE tenham declarado que o acordo do Brexit não é negociável, “não é verdade”, ressaltou a premiê.

Segundo May, quaisquer alterações no backstop acordadas com a UE serão apresentadas aos legisladores antes da votação esperada para 12 de março. May ressaltou ainda que a votação do acordo, inicialmente prevista para esta quarta-feira (27), foi adiada para o próximo mês para permitir que Londres continue negociando com a UE.

May disse ainda que um eventual adiamento do Brexit, que está previsto para 29 de março, seria breve e ocorreria uma única vez Para ela, uma postergação não facilitará o fechamento de um acordo.

A premiê também criticou o Partido Trabalhista, de oposição, por afirmar que apoiaria um possível segundo plebiscito sobre o Brexit e reiterou a determinação de seu governo de honrar o resultado da votação popular de junho de 2016, que foi a favor da retirada do Reino Unido da UE.

Para May, um segundo plebiscito apenas levaria o Reino Unido a “começar do zero”. (Sergio Caldas e Monique Heemann – Estadão Conteúdo)

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