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Exterior

Energia começa a ser restabelecida na Venezuela após apagão

Corte de eletricidade deixa ao menos 16 estados do país às escuras
Blecaute deixou às escuras pelo menos 16 dos 23 estados do país. Foto: Matias Delacroix / AFP

A energia elétrica começou a ser restabelecida paulatinamente na Venezuela nesta terça-feira (23), sete horas depois de um blecaute deixar às escuras pelo menos 16 dos 23 estados do país. Como ocorrido há alguns meses, Caracas voltou a acusar oponentes de sabotar o sistema de fornecimento de eletricidade.

Milhões de venezuelanos ficaram sem energia elétrica desde as 16h40 (horário local) desta segunda-feira. O governo de Nicolás Maduro atribuiu o corte a um “ataque eletromagnético” contra o sistema hidrelétrico do país – mesma explicação dada para o blecaute de quase uma semana ocorrido em março, que deixou milhões de venezuelanos sem água e comunicação. Na ocasião, o governo acusou os EUA e a oposição de estarem por trás do suposto ataque, e desta vez o país não foi mencionado.

“Aqueles que atacaram sistematicamente o nobre povo da Venezuela, de todas as formas, voltarão a ser confrontados com a coragem que nós, os filhos do nosso libertador Simon Bolívar, demonstramos diante das dificuldades”, afirmou o ministro das Comunicações, Jorge Rodríguez, em comunicado lido na TV estatal.

Rodríguez disse que as autoridades trabalham para restaurar a eletricidade o mais rápido possível. Ele disse que forças de segurança foram deslocadas e planos de contingência ativados para garantir serviços médicos básicos e manter as ruas seguras.

Pouco antes da meia-noite de segunda, o fornecimento de eletricidade foi restaurado parcialmente em Caracas, assim como nos estados de Nueva Esparta, Bolívar, Táchira, Lara e Anzoátegui, segundo informações do governo.

O ministro do Poder Popular para a Energia Elétrica, Freddy Brito, afirmou que o governo “ativou o Estado-Maior Elétrico e todos os ministérios e instituições, para atender às necessidades de nosso povo” enquanto dure a situação.

O governo decidiu suspender nesta terça-feira o “trabalho regular e atividades educativas”, para ajudar no restabelecimento do fornecimento em todos os estados.

Em Caracas, as operações do metrô foram suspensas, obrigando milhares de usuários a deixar as estações em plena hora do rush e percorrer longas distâncias em ruas e avenidas engarrafadas.

O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, responsabilizou o governo pelo “fracasso” na administração da eletricidade, uma área controlada pelos militares há uma década, quando os blecautes começaram a se tornar frequentes.

“Tentaram esconder a tragédia com racionamentos em todo o país, mas o fracasso é evidente: destruíram o sistema elétrico e não têm respostas”, disse o líder opositor.

O país, que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo, não registrava um blecaute dessa magnitude desde o de março, embora as falhas de serviço ocorram diariamente em várias regiões, especialmente no oeste e nas áreas de fronteira.

Mais uma vez, a falta de luz trouxe problemas como a queda da telefonia móvel, a interrupção no fornecimento de água potável, a paralisação das transações comerciais em algumas lojas e a desconexão da internet que, segundo estimativas, chegou a 94%. (Agência Brasil com agência pública Deutsche Welle)

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