Boris Johnson deixa UTI e volta para ala comum de hospital

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Fachada do hospital St. Thomas, em Londres. Crédito da foto: Isabel Infantes / AFP (8/4/2020)

Atualizada à 0h18, de 10/4/2020

Fachada do hospital St. Thomas, em Londres. Crédito da foto: Isabel Infantes / AFP (8/4/2020)

 

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que está há quatro dias hospitalizado com Covid-19, deixou nesta quinta-feira (10) a unidade de cuidados intensivos (UTI) e prosseguirá sua recuperação no hospital Saint Thomas, em Londres.

O único líder de uma grande potência doente com o coronavírus, Johnson, de 55 anos, estava desde a segunda-feira (6) na UTI desse hospital, perto de Westminster, às margens do Tâmisa.

As mensagens durante o dia haviam sido animadoras: “seu estado de saúde continua melhorando”, “continua dando passos positivos”, “está de bom ânimo”, afirmaram um porta-voz de Downing Street, residência oficial do premiê, e o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, que o substitui provisoriamente à frente do Executivo.

O Executivo havia anunciado e repetido que o líder conservador não precisou de respirador e não teve pneumonia diagnosticada. Mesmo assim, apresentaram como um grande progresso ter se sentado na cama e conversado, o que leva a crer que chegou a ficar bastante abalado.

Johnson, de 55 anos, estava desde segunda-feira (6) na UTI. Crédito da foto: Tolga Akmen / AFP (5/4/2020)

 

Johnson anunciou que tinha a Covid-19 em 27 de março e imediatamente adotou quarentena em seu apartamento em Downing Street. Mas dez dias depois, enquanto outros doentes conhecidos, como o príncipe Charles -- herdeiro do trono, de 71 anos -- haviam se recuperado, ele continuava tendo sintomas, entre os quais febre.

Seus médicos decidiram interná-lo no domingo no Saint Thomas para submetê-lo a exames, mas um dia depois seu estado de saúde se agravou e precisou seu transferido para a UTI.

Muito criticado por ter tomado medidas de distanciamento social mais tarde que seus principais vizinhos europeus, Johnson mudou o rumo de uma estratégia inicial, aparentemente destinada à imunidade coletiva e em 23 de março ordenou aos britânicos para ficarem em casa. O prazo vence na segunda, mas a decisão chegará mais tarde: “ao final da próxima semana”, anunciou o ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab. (AFP)