Exterior

Autoridades francesas temem mobilização maior dos ‘coletes amarelos’

Manifestantes farão o nono sábado de protestos contra o governo de Emmanuel Macron
No último sábado (05), cerca de 50 mil “coletes amarelos” protestaram na França. Crédito da foto: Mehdi Fedouach/ AFP

As autoridades francesas temem uma mobilização maior do que a da semana passada em toda a França no nono sábado de protestos do movimento dos”coletes amarelos”, advertiram o prefeito da polícia de Paris e o chefe da polícia nacional.

“Em todo o país, prevemos um retorno a um nível de mobilização semelhante ao observado antes das férias de Natal”, disse Éric Morvan, diretor-geral da Polícia Nacional (DGPN), à rádio France Inter nesta sexta-feira (11).

“Acreditamos que na capital a mobilização será mais importante do que no último sábado e que os grupos presentes serão mais radicais”, declarou o prefeito da polícia de Paris, Michel Delpuech, na rede de notícias CNews.

No último sábado, cerca de 50 mil “coletes amarelos” protestaram em toda a França – dos quais 3.500 em Paris – depois de uma queda na mobilização registrada durante as festividades de fim de ano. O oitavo dia de protestos deste coletivo contra o governo, que reúne franceses das classes populares e médias, terminou com episódios de violência nas ruas. “Observamos uma tendência para um comportamento cada vez mais violento”, de “pequenos grupos” semana após semana, disse Delpuech. Segundo ele, esses grupos visam “símbolos do poder”.

O prefeito confirmou que um importante dispositivo de segurança será implantado no sábado, semelhante ao de meados de dezembro, composto por 80 mil policiais, dos quais 5.000 em Paris, e 14 veículos blindados da gendarmaria.

O movimento dos “coletes amarelos” começou como uma manifestação contra o aumento do preço do combustível, mas se ampliou contra as políticas do governo do presidente Emmanuel Macron. Para tentar acalmar os ânimos, o presidente anunciou uma série de medidas, incluindo o aumento de 100 euros do salário mínimo. Mas enquanto o número de participantes nos protestos diminuiu nas últimas semanas, a mobilização continua. (AFP)

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