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Técnico do São Bento elogia estreia contra o Botafogo

Marquinhos Santos viu time maduro e reconheceu problemas da defesa em bolas aéreas
São Bento
Técnico do São Bento, Marquinhos Santos. Crédito da Foto: Erick Pinheiro/Arquivo JCS

O empate por 1 a 1 contra o Botafogo, em Ribeirão Preto, na estreia do São Bento no Paulistão 2019, ficou de bom tamanho para o técnico Marquinhos Santos. Com os seus atletas submetidos a um calor acima dos 30ºC e sensação térmica perto dos 36ºC, o comandante beneditino orientou seus comandados que priorizassem um jogo mais cadenciado, poupando o desgaste físico.

“Jogar futebol numa condição dessas é desumano. Pelo horário e pela intensidade do confronto, estrategicamente priorizamos a posse de bola. O jogo foi tático”, resumiu. Na avaliação do treinador, o time já é maduro, apesar do desentrosamento. “O São Bento propôs o jogo, não se omitiu. Atacou, conseguiu o empate e até poderia ter saído com a vitória”, disse.

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Já o posicionamento defensivo, principalmente nas bolas paradas, preocupa Marquinhos. Ele teve de mandar a campo uma dupla de zaga que pouco treinou junta (Ewerton Páscoa e Diego Ivo), pois Anderson Salles não foi para o jogo, e viu o São Bento contar com a sorte em duas cobranças de falta do Botafogo que acertaram a trave de Renan.

“Tivemos dificuldade nessa bola aérea defensiva e vamos trabalhar para consertar”, garantiu o técnico — já de olho no jogo contra o Santos, na quinta-feira (24), às 19h15, no Walter Ribeiro (CIC).

Calor

O horário do jogo (11h) foi citado como fator de dificuldade pela maioria dos jogadores do São Bento. “Sabíamos que seria difícil, porque o calor afeta os dois times. Por essa condição, o resultado ficou de bom tamanho”, disse Alex Maranhão. “Pelo calor, por estar fora de casa e pelo desentrosamento, foi bom”, ponderou Henan.

Já o atacante Alecsandro resumiu, à rádio Cruzeiro FM 92,3, um pouco do transtorno que a prática esportiva nesse horário provoca para os atletas.

“Quem faz o futebol não entra em campo e infelizmente a classe dos jogadores é muito desunida. Jogar às 11h pode até ser bom para os torcedores, mas nós acordamos às 7h. Pra terem uma ideia, meu café foi macarrão espaguete com batata. Comendo fruta ninguém aguenta esse sol.” (Eric Mantuan)

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