São Bento

São Bento dá mexida geral na equipe para fugir da degola

Além do retorno de Edson Vieira ao comando técnico, equipe sorocabana muda também a Diretoria de Futebol
Bentão dá mexida geral para fugir da degola
“Alicerce” é prioridade no primeiro treino com Edson: “Tenho que quebrar a cabeça para não tomar gol”. Crédito da foto: Fábio Rogério (26/2/2020)

Edson Vieira é o novo técnico do São Bento. O comandante foi apresentando na tarde desta quarta-feira (26), na sala de imprensa do Estádio Walter Ribeiro (CIC). Ele substitui Léo Condé, que deixou a equipe sorocabana na terça-feira, um dia depois da derrota do Azulão para o São Caetano, no CIC, por 3 a 1. Com o resultado, a equipe permaneceu na 15ª colocação no Campeonato Paulista da Série A2 — com seis pontos — e na zona de rebaixamento.

O diretor especial Fernando Martins da Costa Neto explicou os motivos da opção pelo treinador que teve uma passagem vitoriosa pelo clube sorocabano, conquistando a Série A3 do Paulista, em 2013, e, com isso, o acesso para a A2.

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“O Edson é uma paixão antiga nossa. Ele tem, por baixo da camisa dele, uma camisa do São Bento. A gente sabe muito bem disso. Neste momento é muito importante que tenhamos uma pessoa que tenha essa paixão interior dele. A volta do Edson foi um consenso nosso, do grupo (diretoria), para o que seria bom para o São Bento”, disse o dirigente.

A identificação com o clube pesou também para o treinador. “Eu acho que quando estão todos caminhando para o mesmo lado, se ajudando, os resultados virão para dentro de campo. O São Bento vive um momento duro, de alguma forma tem que travar isso. Temos que ser um time que não gosta de perder jogos, guerreiros. Eu tenho a cidade e o clube no coração”, falou Edson.

Resgatar as origens

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Edson retorna falando em resgatar origens. Crédito da foto: Fábio Rogério (26/2/2020)

Resgatar as origens é um dos objetivos da escolha de Edson Vieira para o comando técnico do Bentão. O treinador que iniciou o trabalho de acessos que o São Bento conquistou nos últimos, tem a missão de resgatar a identidade e a maneira de atuar de um clube que conseguiu alcançar a segunda divisão nacional.

“Esses atletas precisam mudar a mentalidade. Eu não quero ser injusto com eles, mas eles precisam mudar a mentalidade. Tem que sentir mais o clube, a camisa. Eles têm que entender que essa instituição arrancou de 2013 (da Série A3) para a Série B (do Brasileiro). Eu não sou salvador de nada, vou tentar fazer os jogadores entenderem o que é vestir essa camisa”, revelou.

Em sua primeira passagem no comando do Azulão, Edson Vieira disputou 45 partidas e conquistou 23 vitórias, 15 empates e sete derrotas. Um aproveitamento de 62% dos pontos. A conversa com a imprensa foi antes mesmo do novo treinador ter algum contato com o grupo de jogadores, mas alguns problemas já haviam sido identificados.

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“Vou conversar com os atletas, não é uma crítica ao treinador (Léo Condé), jamais faria isso. Uma coisa que eu vi sempre nos jogos é que o time oscila muito. Faz excelentes 15 minutos, joga muito, depois ele cai. Acho que é uma mentalidade do que o atleta está vivendo no vestiário. A gente não sabe o que está acontecendo no vestiário”, respondeu Edson.

Primeiro treino

Após a coletiva de imprensa, Edson Vieira foi para o gramado da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) e comandou o primeiro treinamento. A atenção foi quase total ao sistema defensivo. O treinador iniciou a atividade com uma linha de quatro defensores e chegou até nove jogadores trabalhando intensamente para proteger a área beneditina.

“Tem que ajeitar o teto da casa? Não, tenho que ir para o alicerce. Eu tenho que quebrar a cabeça para não tomar gol. Tenho que começar a dar uma identidade ao time da defesa para frente. E com humildade. Não adianta a gente ficar com loucura aqui, que não sai, nós temos que ter os pés no chão”, explicou Edson, que parava a todo momento o trabalho para orientar os jogadores.

Diretoria

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Presidente Márcio Rogério Dias passa a ter missão mais institucional. Crédito da foto: Fábio Rogério (26/2/2020)

As mudanças no São Bento não ficaram restritas à comissão técnica. Atingiu também a diretoria. Os comandantes do futebol serão os diretores Fernando Martins da Costa Neto, Agacyr Master (Xixo) e Sérgio Garcia. O presidente Márcio Rogério Dias terá uma missão mais institucional, principalmente no relacionamento com a Federação Paulista de Futebol (FPF), com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e na área jurídica.

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“O dr. Márcio continua o presidente do São Bento, mas também temos que poupá-lo. O dr. Márcio é muito importante dentro do São Bento, mas, no momento, estamos precisando dar uma descarga elétrica. Nada melhor, que eu, Xixo e Serjão, que estamos mais descansados. Nós somos um colegiado desde 2011 e estamos unificando novamente”, explicou Fernando.

O dirigente fez questão de ressaltar que a direção continua a mesma e só está somando forças para tentar superar o momento delicado. “A diretoria continua a mesma, a diretoria simplesmente está aumentado o seu quadro, porque no futebol se você dividir você vai só perder. A ideia é somar, trazendo as pessoas que gostam do São Bento”, finalizou. (Zeca Cardoso)

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