São Bento

Clubes da A2 podem ficar sem elenco, alerta presidente do São Bento

Caos no futebol é provocado pela pandemia do coronavírus, que suspendeu todos os campeonatos
São Bento corre risco de ficar sem elenco
Doriva (de azul) é o único do Bentão com contrato próximo de encerrar. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (14/1/2020)

 

O presidente do São Bento, Márcio Rogério Dias, em entrevista à rádio Cruzeiro FM 92,3, na última quarta-feira (25), falou sobre as dificuldades financeiras que o clube irá enfrentar por conta da paralisação do futebol nacional. A queda na arrecadação pode afetar até mesmo o pagamento de salários de atletas e funcionários.

Mas outra situação que chama a atenção é o tempo de contrato dos jogadores com os clubes, principalmente na Série A2 do Campeonato Paulista. A maioria dos profissionais têm contrato até o dia 30 de abril. Com exceção ao time sorocabano, as outras agremiações não estão classificadas para nenhuma divisão nacional. Ao final do mês que vem, os times podem estar sem um elenco.

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Do atual grupo beneditino, o contrato do volante Doriva se encerra ao final de abril. O jogador, para continuar na atual temporada, aceitou uma redução salarial para se adequar a realidade econômica do clube, que sofreu com dois rebaixamentos em 2019. Até o momento, muito em função da grave situação da saúde no mundo, as conversas para uma renovação não se iniciaram.

“Não posso pensar nisso agora, porque estamos em um momento delicado, onde precisamos cuidar de nossos familiares. Minha cabeça está 100% focada em cuidar dos meus familiares e tentar não perder o preparo físico para não sofrer quando voltar. Agora é casa, treino e família”, relatou o jogador.

A posição do clube é a mesma do jogador. “Nossa principal preocupação é com a saúde da humanidade, temos que nos precaver. O foco não está somente em um atleta e sim em toda a família beneditina”, disse o mandatário do Azulão.

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Segundo especialistas em direito esportivo, os jogadores que terão os seus contratos encerrados não têm nenhum respaldo jurídico para buscar a manutenção dos acordos. Uma mudança neste panorama pode acontecer apenas se houver alguma nova medida, dentro de uma negociação coletiva de atletas. (Zeca Cardoso)

*Matéria atualizada (27/3/2020 – 22h59)

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