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São Bento teve aproveitamento positivo em 2018, aponta diretoria

“O ano foi de maestria”, disse o presidente do clube, Márcio Rogério Dias
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O atacante Francis ajudou o São Bento a se manter no Campeonato Brasileiro da Série B de 2019 – Foto: Erick Pinheiro/Arquivo JCS

O São Bento está a um passo de encerrar a temporada 2018, justamente dentro do Campeonato Brasileiro da Série B — competição da qual ficou afastado durante 34 anos. Resta apenas o confronto diante do Vila Nova, sábado (24), às 17h, no Estádio Municipal Walter Ribeiro, para que o clube possa, de fato, começar a pensar e projetar o próximo ano. Até aqui, com a soma do Campeonato Paulista, do Troféu do Interior e da segunda divisão nacional, o aproveitamento do São Bento em 2018 é de 43%. Foram 52 partidas disputadas, com 16 vitórias, 19 empates e 17 derrotas.

O sentimento da diretoria, diante das dificuldades enfrentadas na temporada, é de que o aproveitamento foi positivo. “O ano foi de maestria”, disse o presidente do clube, Márcio Rogério Dias, durante entrevista à Rádio Cruzeiro FM 92,3 em 8 de novembro.  Em meio aos percalços no caminho do Azulão, houve a saída de vários atletas, a troca de treinador e o orçamento ainda enxuto se comparado à boa parte dos outros times que disputam a Série B. “Foi um ano totalmente atípico. Não me lembro, desde quando estou à frente do clube, e também como torcedor, de o São Bento ter enfrentado um calendário da forma que tivemos esse ano”, acrescentou Dias.

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A tal maestria, dita pelo presidente, passa, segundo ele, pela “cara de gestão” dada ao clube. Nesse sentido, Dias lembrou, entre outros pontos, da renovação do patrocínio com a fornecedora de material esportivo até 2019, o pleno funcionamento da sede administrativa, a atuação dos setores de logística e financeiro e a escolha de um coordenador para as categorias de base. Para o início da próxima temporada, o mandatário do São Bento já estabelece objetivos: “A nossa ideia é chegar pelo menos ao mata-mata no Campeonato Paulista. Não vejo mais diferença, em termos de futebol, para clubes como a Ponte Preta, Guarani, Botafogo. Estamos pelo menos em pé de igualdade, então nossa projeção é a melhor possível para o estadual”, afirmou.

Ao longo da entrevista, o presidente também cobrou arquibancadas mais cheias. “Precisamos o torcedor de Sorocaba abraçando essa ideia. Tem de ir ao CIC, ficar sócio, comprar camisa. Não basta bater no peito e dizer que é são-bentista”, pontuou. Conforme aplicativo do Globoesporte.com, o São Bento tem a 47ª média de público do futebol brasileiro entre os clubes das séries A, B, C e D, com 2.454 torcedores por partida. Ao todo, em 26 duelos dentro de casa, foram vendidos 63.823 ingressos, com arrecadação de R$ 1.230.825.

Aproveitamento fora é ponto negativo

Ao longo da temporada 2018, um dos grandes obstáculos para o São Bento foi o desempenho fora de casa. De 26 jogos disputados longe do Walter Ribeiro, a equipe conquistou cinco vitórias, 10 empates e sofreu 11 derrotas, o que representa aproveitamento de 32,05%. Entre as vitórias, três foram no estadual, sendo duas contra “grandes” (1 a 0 sobre o Corinthians, em Itaquera, e 3 a 1 contra o Santos, na Vila Belmiro). Enquanto isso, em Sorocaba, o time teve outros 26 duelos, com 11 vitórias, nove empates e seis derrotas. No total de 52 confrontos, o Azulão balançou as redes 56 vezes e teve a defesa vazada em 52 oportunidades.

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Além da diferença de retrospecto dentro e fora de casa, é possível comparar o desempenho da equipe com Paulo Roberto Santos e o sucessor, Marquinhos Santos. O primeiro, que chegou a ostentar o cargo de treinador mais longevo do Brasil, ficou no comando em 27 partidas neste ano (a última foi diante do Londrina, pela 12ª rodada da Série B): foram oito vitórias, 14 empates e cinco derrotas, com 47% de aproveitamento. O segundo, que esteve à beira do campo pela primeira vez na derrota por 2 a 0 para a Ponte Preta, pela 15ª rodada da segunda divisão nacional, colocou no currículo beneditino 23 confrontos, com oito vitórias, cinco empates e 10 derrotas, o que significa a conquista de 42% dos pontos disputados. Caso vença o Vila Nova na última rodada da Série B, o aproveitamento de Marquinhos chegará a 44,4%.

Apesar da ligeira diferença de retrospecto entre os treinadores, o presidente Márcio Rogério Dias “bancou” o trabalho do atual comandante e recordou que ele teve de contornar baixas de nomes importantes como os do lateral-esquerdo Paulinho e dos atacantes Walterson, Everaldo, Lucas Crispim e Ricardo Bueno. “O Marquinhos foi uma grande revelação. É um treinador que muito em breve estará comandando um time no exterior com essa capacidade de gerenciamento, modernidade e profissionalismo nos treinos.”

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