Esporte São Bento

São Bento sofre com chegadas e partidas durante o campeonato

O ataque é o que teve mais chegadas no decorrer da competição
O preço da mudança
O atacante Ricardo Bueno é a perda mais recente do time. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS (10/8/2018)

A reformulação do elenco com o “bonde andando” tem se mostrado uma das principais dificuldades — se não a maior delas — do São Bento para alcançar estabilidade na Série B do Campeonato Brasileiro. Para se ter uma ideia, ao comparar o time que entrou em campo na primeira rodada da competição, diante do Brasil de Pelotas, com o 11 inicial da equipe que encarou o Goiás na última rodada, é possível observar que apenas três jogadores eram os mesmos entre os titulares (Rodrigo Viana, Marcelo Cordeiro e Fábio Bahia).

Impressiona, também, o fato de que o clube tem 31 novos nomes em relação ao plantel do Campeonato Paulista.

Depois do estadual, 14 jogadores chegaram para a disputa da segunda divisão nacional (alguns destes inclusive já saíram) e, com a competição em andamento, mais 17. No mesmo período, 14 atletas deixaram o Azulão. A matemática soma-se à demissão de Paulo Roberto Santos e à chegada de Marquinhos Santos, cuja maneira de enxergar o jogo é completamente diferente da do antecessor. O primeiro apostava no futebol mais reativo, com base nos contra-ataques, enquanto o atual comandante prefere propor o jogo.

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Primeira baixa

A primeira baixa do São Bento veio em 30 de maio, quando o então artilheiro do time, o atacante Zé Roberto, seguiu para o futebol coreano. À época, o Azulão mantinha uma campanha invicta na Série B: eram 11 pontos em sete partidas (duas vitórias e cinco empates). Depois do goleador, a segunda baixa, também muito sentida, foi a do meia Rodolfo, que rumou ao futebol árabe. A debandada continuou com as saídas dos laterais Niltinho, Moraes e Paulinho; os zagueiros Rogério e Aislan; os meio-campistas Alaor, Dodô, Cassinho e Marcelinho; e os atacantes Everaldo, Lúcio Flávio e Walterson. O último a sair é Ricardo Bueno, que deve defender o Ceará.

Uma das características das “perdas” do time, sobretudo em peças até então fundamentais — como Zé Roberto, Rodolfo, Everaldo e Paulinho — tem relação com a forma como eles foram trazidos: todos vieram por empréstimo. Portanto, o clube de origem tinha autonomia para negociá-los em caso de haver boas propostas.

O diretor de futebol do São Bento, José Humberto Urban Filho, em entrevista na segunda semana deste mês ao programa Esporte Total, da Cruzeiro FM 92,3, disse que esse tipo de situação era inevitável. “Nós sabíamos, infelizmente, que poderíamos perder esses jogadores quando trouxemos. Você quer o bom jogador, não tem condição (financeira) suficiente, então traz nessa condição.”

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Ataque é o mais afetado

O “vaivém” também foi comentado pelo auxiliar de Marquinhos Santos, Edson Borges, após a derrota por 2 a 1 para o Goiás. “Perdemos vários jogadores, tivemos que repor peças. A gente está precisando remodelar a equipe. Nós tivemos mais dificuldades nisso do que outras equipes, perdemos o ataque inteirinho”, citou.

O setor, aliás, é o que teve mais chegadas no decorrer da competição. Vieram Ricardo Bueno, Branquinho, Cléo Silva, Francis, Gabriel Vasconcelos, Joãozinho, Roni, Danilo Bala e Luidy. Além deles, foram trazidos os zagueiros Anderson Salles e Douglas Mendes; os laterais Tony, Samuel Santos, Bruno Ré e Pedro Botelho; o volante Abuda; e o meia Daniel.

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