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Priscilla Stevaux ainda sonha em ir à Olimpíada em Tóquio

Com cerca de 80% do ciclo olímpico do BMX já realizado, há a possibilidade do ranking se encerrar como está
Priscilla Stevaux ainda sonha em ir à Olimpíada
Atleta sorocabana busca qualificação, mas competições foram canceladas. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (19/7/2019)

A ciclista Priscilla Stevaux ainda sonha em participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, mas em função da pandemia do coronavírus, diversos eventos qualificatórios já foram cancelados. A sorocabana está na 14ª colocação do ranking mundial e em 2º lugar na disputa pela vaga feminina brasileira do BMX Racing, 43 pontos atrás de Paola Reis. O Brasil tem direito a uma representante na modalidade.

“Uma situação complicada para todos os atletas que não têm a qualificação. O Comitê Olímpico Internacional quer realizar os Jogos na data, mas ainda faltariam mais de 10 competições qualificatórias (no BMX). Com isso, acaba atrapalhando 100% a minha qualificação, inviabilizando. Acaba tirando a chance de muitos atletas que não estão qualificados”, avaliou a sorocabana.

Com cerca de 80% do ciclo olímpico do BMX já realizado, há a possibilidade do ranking se encerrar como está, e, neste caso, Priscilla estaria fora das Olimpíadas. Em meio às incertezas, a atleta do BMX, que representou o Brasil nos Jogos do Rio-2016, segue se preparando física e psicologicamente.

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“Temos que nos manter o máximo focados, tentar trabalhar ao máximo. Estou treinando mais em casa, tenho alguns equipamentos de musculação. Meu irmão é o meu treinador, por isso estou com ele o tempo inteiro, e estamos tentando contornar a situação da melhor maneira possível, para não perder desempenho”, revelou.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (18), na Suíça, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou que a Olimpíada segue marcada para a data prevista, em 24 de julho. Diversos atletas pelo mundo manifestaram a insatisfação com a postura do COI. Priscilla acredita que o adiamento seria o mais sensato.

“O adiamento seria a melhor opção. Os atletas conseguiriam se preparar de forma adequada, embora estejamos trabalhando dentro de casa para continuarmos mantendo o físico, ainda não é 100%. Não consigo ter acesso a uma pista. Por mais que aconteçam na data prevista, até mesmo os que estão classificados não vão ter a preparação adequada para as competições”, falou. (Zeca Cardoso)

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