Dia 25: Adeus

Com gols de Haaland, Noruega elimina o Brasil, enquanto a Inglaterra supera o México no Azteca

Por Vernihu Oswaldo

A alma não cai: Sob chuva de confetes no Azteca, torcedor com máscara de lucha libre simboliza a identidade de uma nação sanguínea

Há eliminações e eliminações. O Brasil caiu para o gigante Haaland, mas não demonstrou o futebol brasileiro. Jogou de forma acanhada, parecia ser a Noruega a dona de cinco títulos. Com a menor posse de bola desde a Copa de 1966 (quando começou a se medir), o Brasil jogou praticamente só na defesa. Em uma das raras estocadas, um pênalti, que foi desperdiçado por Bruno Guimarães. Haaland teve apenas duas chances e marcou gol nas duas. Com isso, os nórdicos avançam e o Brasil, além de se perder de seu DNA, volta para casa. Mais uma vez. De novo contra um europeu.

No dia em que dois latinos se despediram, os jogos não poderiam ser mais diferentes. O México se portou como todos esperavam: sanguíneo, lutando em todas as bolas. A boa equipe mexicana levou dois gols em quatro minutos, mas não se deu por vencida. Depois, com a expulsão de um inglês, o jogo virou ataque contra defesa, com os ingleses fechados em um grande ferrolho e os mexicanos lutando com três centroavantes. Não deu. 3 a 2. Pela primeira vez em Copas, o México é derrotado no Azteca. A brava nação mexicana, que para para celebrar seus ancestrais, que tem cultura para relembrar a todos, sempre, o que é ser mexicano, é assim que o time se despede: sendo mexicano. O Brasil caiu esquecido de sua própria grandeza, o México caiu como um time gigante. Há eliminações e eliminações...

Entre os que seguem, a Noruega continua confiando em seu gentil gigante Haaland, e os ingleses, liderados pelo polêmico Tuchel, avançam.