Copa terá choque de gerações, recordes e seleção globalizada
A Copa do Mundo de 2026 não ficará marcada apenas pela expansão inédita para 48 seleções. O torneio também simboliza o auge da globalização no futebol e um dos maiores choques geracionais já vistos em uma edição do Mundial.
Dos recordes de longevidade de jogadores que se despedem da competição ao crescente número de atletas naturalizados, a Copa reflete as profundas transformações demográficas e esportivas que moldaram o futebol no século 21.
Gerações
A diferença de idade entre o atleta mais velho e o mais jovem do torneio chega a impressionantes 26 anos. O goleiro escocês Craig Gordon, aos 43 anos, estabelece o recorde de longevidade desta edição, enquanto o mexicano Gilberto Mora desembarca no Mundial como o atleta mais jovem, com apenas 17 anos.
A competição também deve marcar a despedida de alguns dos maiores nomes da história do futebol. O português Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, lidera as estatísticas de experiência com 226 partidas e 143 gols pela seleção. Logo atrás aparecem o argentino Lionel Messi, com 198 jogos e 116 gols, e o croata Luka Modric, que soma 196 partidas internacionais.
Entre os veteranos, o goleiro mexicano Guillermo Ochoa, aos 40 anos, segue como uma das principais referências da posição. Para todos eles, a Copa de 2026 tem potencial para representar a última participação em um Mundial.
Naturalização
A globalização do futebol aparece de forma clara nas listas de convocados. Ao todo, 289 jogadores — cerca de 23% dos participantes — defenderão seleções diferentes dos países onde nasceram. O principal exemplo é o Marrocos, que lidera o ranking com 16 atletas nascidos no exterior, principalmente na França, Holanda e Bélgica.
No sentido oposto, apenas oito seleções mantêm elencos formados exclusivamente por jogadores nascidos em seus territórios. O grupo inclui potências tradicionais como Brasil, Argentina, Espanha e Inglaterra.
Clubes
A influência dos grandes centros do futebol mundial também se reflete na origem dos atletas convocados. A Premier League inglesa lidera com ampla vantagem e cede 200 jogadores ao torneio, o equivalente a quase um em cada seis atletas presentes na Copa.
Entre os clubes, o Manchester City aparece no topo da lista com 19 convocados, seguido pelo Bayern de Munique, com 18. O crescimento do futebol saudita também fica evidente com os 12 representantes do Al-Hilal.
O futebol brasileiro também marca presença. Ao todo, 32 jogadores que atuam no país foram convocados por seis seleções diferentes. Treze clubes tiveram atletas chamados, com destaque para o Flamengo, responsável por nove convocados.
A principal curiosidade do levantamento envolve a Itália. Apesar de sua seleção não ter se classificado para o Mundial, a Serie A é a liga de um país ausente que mais fornece atletas para a competição, com 71 jogadores distribuídos por diversas seleções.
A expansão global do torneio também permitiu a presença inédita de atletas que atuam em ligas da Malásia, Tailândia e Indonésia. No total, clubes de 71 países terão representantes na Copa do Mundo de 2026.
Curiosidades
O Mundial contará com quatro pares de irmãos atuando pela mesma seleção. Entre os casos mais conhecidos estão os irmãos Williams, pela Espanha, e os irmãos Hernández, pela França.
Outra curiosidade envolve os goleiros. Nenhum dos arqueiros convocados marcou gols por suas seleções nacionais. Ainda assim, três deles chegam ao torneio com assistências registradas em competições oficiais.
Entre esses nomes está o brasileiro Ederson, reconhecido justamente pela qualidade nas reposições de bola e na construção de jogadas a partir da defesa.
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