Grupo I traz a França na busca pelo tri
A França chega à Copa de 2026 buscando sua terceira final consecutiva. Liderada por Didier Deschamps, irá enfrentar seleções de menos tradição na primeira fase. A Noruega chega para sua quarta Copa confiando no forte ataque. Já Senegal usa o passado como aposta: em 2002, ganhou da França ainda na primeira fase. Por fim, o Iraque, franco-atirador, surpreendeu nas eliminatórias.
França
Os Bleus, como são conhecidos, chegam como um dos favoritos. Tendo ido às duas últimas finais, a equipe aposta no talento individual como sua principal arma. Kylian Mbappé lidera um ataque rápido e com muita força física.
Apenas oito dos 26 convocados atuam na liga local, com destaque para o quinteto do Paris Saint-Germain (Lucas Hernandez, Zaïre-Emery, Barcola, Dembélé e Désiré Doué).
A Federação Francesa fez um grande esforço logístico para garantir o bem-estar dos seus atletas. Fretaram toneladas de equipamentos próprios, que incluem desde colchões tecnológicos com memória corporal individual para cada atleta, até uma equipe de chefs de cozinha particulares liderada pelo chef oficial da seleção.
Iraque
Assim como o Irã, o Iraque chega trazendo na bagagem grandes questões geopolíticas que marcam sua participação. A relação entre o país e os Estados Unidos é marcada por uma reconstrução diplomática lenta e tensa.
A federação iraquiana conseguiu, junto ao governo americano, a emissão de vistos para toda a delegação. As movimentações pelo país receberão um esquema de segurança especial.
O Irã chega à sua segunda participação em Copas. Dos atletas, 13 atuam na liga local, enquanto os demais estão espalhados pela Europa e Oriente Médio.
Noruega
Os nórdicos chegam para sua quarta Copa com uma safra de ouro. O time se saiu bem nos últimos amistosos e chega liderado por Erling Haaland, alimentado pela visão de jogo de Martin Ïdegaard no meio-campo.
Apenas três atletas atuam no futebol local, enquanto os demais estão distribuídos por países como Itália, Espanha e Inglaterra. A melhor posição da equipe em Copas foi o 15º lugar em 1998.
Apesar da pouca tradição no futebol internacional, a Noruega carrega um tabu impressionante: nunca perdeu para o Brasil. Foram quatro jogos contra a seleção brasileira, incluindo um duelo na fase de grupos da Copa de 1998. Os resultados: dois empates e duas vitórias norueguesas, inclusive na Copa, quando bateram o Brasil por 2 a 1.
Senegal
O Senegal se consolidou como uma das forças mais temidas e estáveis do continente africano. Apesar dos bons resultados internacionais, o país ainda não conseguiu desenvolver o futebol interno. Todos os jogadores convocados atuam no exterior.
O futebol senegalês é profundamente conectado com as tradições culturais e religiosas. Desde a campanha histórica de 2002, a delegação do Senegal viaja acompanhada por marabus (líderes espirituais e curandeiros tradicionais).
Chaveamento
O primeiro lugar do Grupo I vai enfrentar um dos terceiros colocados classificados, enquanto o segundo enfrentará o segundo do Grupo E, chave em que estão Alemanha, Costa do Marfim, Curaçao e Equador.