Mais países, nova fase e desafios: O que esperar da Copa de 2026
A 23ª Copa do Mundo de futebol será uma das mais inovadoras. Pela primeira vez 48 seleções irão participar e essa também será a primeira vez que três países serão sede do torneio. O número de seleções não era alterado desde 1998, quando passou de 24 para 32. E apenas uma outra vez houve mais de um país como sede, em 2002, com Coreia e Japão.
Serão 16 países europeus, 10 africanos, 9 asiáticos, 6 da América do Sul, 6 da América do Norte e Central e um da Oceania. Dos oito países que já foram campeões do mundo, apenas a Itália não se classificou para a edição deste ano.
Sedes
Estados Unidos, México e Canadá vão dividir a Copa do Mundo. O Canadá terá jogos em duas cidades, o México terá três e serão onze nos Estados Unidos. O primeiro jogo da Copa será o confronto entre México e África do Sul, e acontecerá no Estádio Azteca, na Cidade do México. Já a final está marcada para o dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Iorque.
A dimensão continental desta edição, traz um desafio logístico sem precedentes. Movimentar 48 delegações esportivas e milhões de turistas através das fronteiras de três dos maiores países do mundo exigirá uma infraestrutura de transporte de altíssima complexidade. As 16 cidades-sede precisarão orquestrar malhas aéreas integradas, controle de imigração coordenado e além da mobilidade urbana e disponibilidade hoteleira para garantir que a competição flua sem problemas operacionais.
Mascotes
Os mascotes costumam ser personagens que dão cara aos torneios, em 2014, no Brasil, o simpático tatu Fuleco representava o País. A tradição começou em 1966, na Inglaterra, com a introdução do leão World Cup Willie. A escolha de um trio para 2026, no entanto, não é algo inédito: o modelo de múltiplos personagens apareceu pela primeira vez na Alemanha Ocidental, com a dupla Tip e Tap em 1974.
Anos mais tarde, a Coreia do Sul e o Japão também apostaram no formato múltiplo com as criaturas futuristas Ato, Kaz e Nik. Agora, a tradição ganha um novo capítulo ao unir a fauna característica da América do Norte. Foi escolhido um animal por país: um alce para o Canadá, uma onça-pintada para o México e uma águia para os Estados Unidos.
Maple é um alce aventureiro que veste a camisa número 1, atuando como goleiro. Pelo México, quem entra em campo com a camisa 9 de atacante é Zayu, uma onça-pintada originária das selvas do sul do país. Fechando o trio, os Estados Unidos são representados por Clutch, uma águia audaciosa que assume o papel de meio-campista com a clássica camisa 10.
Formato
O formato comum, com sete jogos, dará espaço para uma inovação: uma nova fase, a 16 avos de final. Os 48 times estão divididos em 12 grupos, nos quais os dois melhores avançarão para a próxima fase, junto com os oito melhores terceiros colocados. Na primeira fase as equipes enfrentarão os três concorrentes dentro de seus grupos. No total serão 104 jogos, somando a fase de grupos e as fases eliminatórias.