Rebaixado, São Bento acelera debate sobre SAF

Por Cruzeiro do Sul

Wilson Júnior: arbitragem prejudicou

Abatido com o rebaixamento à Série A3 do Campeonato Paulista, o presidente do São Bento, Almir Laurindo, defendeu a urgência na transformação do clube sorocabano em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A justificativa do dirigente é direta: sem investimento, não há como manter o futebol profissional competitivo.

Atualmente, há uma proposta em discussão encabeçada por Rodrigo Pastana, ex-gestor de futebol profissional do Guarani e de outras equipes. Segundo Almir, Pastana teria intermediado um investimento de R$ 500 mil que já foi repassado aos cofres do São Bento. O valor teria sido utilizado para quitar dívidas e custear despesas do departamento de futebol profissional, como a contratação de jogadores.

Ainda de acordo com o presidente, o clube está estruturado para receber aportes financeiros. Ele lembrou que, há três anos — desde a primeira proposta apresentada pelo empresário Rubens Takano —, tenta viabilizar um acordo para a SAF. Desde então, outras duas propostas, dos grupos Flashforward e Convocados, também foram analisadas, mas não avançaram.

A quarta proposta, novamente ligada a Rodrigo Pastana, é a mesma que já havia sido rejeitada anteriormente pelo Conselho Deliberativo. Conforme Almir, sem a aprovação da SAF, todo o planejamento do São Bento para o segundo semestre — incluindo uma eventual disputa da Copa Paulista — precisará ser refeito.

A queda

Em coletiva realizada na tarde de sábado (28), logo após a derrota por 3 a 2 para o Taubaté, Almir lamentou o rebaixamento. Ele afirmou compreender o descontentamento da torcida e disse compartilhar do mesmo sentimento. “Não era o que esperávamos. Nossa meta era brigar no meio da tabela. Peço perdão à torcida”, declara.

O dirigente ressaltou que não recebe remuneração para exercer a presidência do clube e que atua por dedicação. Recordou ainda que, em 2023, registrou sua chapa à reeleição na última hora, pois aguardava o surgimento de outros interessados em assumir o comando do São Bento, o que não ocorreu.

Para a eleição prevista para outubro deste ano, Almir avalia que é importante que novas chapas se apresentem. “Eu não sou inimigo de ninguém. Eu quero o bem do São Bento”, conclui.

Críticas à arbitragem

Na mesma entrevista, o técnico Wilson Júnior atribuiu o resultado negativo à atuação do árbitro Guilherme Nunes de Santana e do assistente Anderson José de Moraes Coelho. Segundo ele, o pênalti assinalado a favor do Taubaté, aos 33 minutos do segundo tempo — quando o São Bento vencia por 1 a 0 —, foi determinante para a virada no placar. Para o treinador, o lance polêmico abalou o psicológico dos jogadores, que já atuavam sob forte pressão.

Wilson Júnior afirmou que a decisão da arbitragem comprometeu o andamento da partida. Apesar da frustração, revelou que aceitou o desafio de comandar a equipe mesmo em situação delicada na Série A2 porque acreditava na possibilidade de evitar o rebaixamento. Sobre o futuro, o treinador disse estar aberto a conversas. “O São Bento tem um ambiente saudável e jogadores dedicados”, afirma.

O time de Sorocaba volta a campo sábado (7), às 15h, para enfrentar o Santo André, no Estádio Bruno José Daniel, ABC Paulista. (Da Redação)