Acidente de Mick Schumacher causa prejuízo grande à Haas

Por Cruzeiro do Sul

Toda a suspensão foi destruída com a pancada contra o muro.

O acidente de Mick Schumacher no último fim de semana poderá custar cerca de R$ 4,7 milhões (1 milhão de dólares) para a Haas e o veículo precisará de uma reestruturação praticamente completa. A estimativa foi feita pelo chefe da equipe, Gunther Steiner. O piloto alemão se chocou contra um dos muros de concreto quando buscava um lugar no Q3 do treino de classificação da etapa de Jeddah, na Arábia Saudita.

“O chassi por si só não aparenta estar danificado. A estrutura lateral sim, mas você pode trocá-la. Obviamente nós precisamos checar propriamente o chassi para termos certeza, mas ele não aparenta estar tão destruído, sendo bem sincero”, afirmou Gunther Steiner.

O chefe da equipe explicou que o principal motivo de o custo ser tão alto foi o comprometimento de toda a suspensão, com exceção da parte frontal esquerda, onde ele acha que ainda pode ter restado algo. “O restante é apenas pó de carbono”, disse.

Segundo a Haas, as únicas estruturas não destruídas parecem ser o chassi e o motor. Gunther também revelou detalhes sobre a situação do motor do veículo, após a avaliação feita pela Ferrari. “A Ferrari me informou que o motor também parece estar normal, assim como o conjunto de baterias. Todo o resto está quebrado”, continuou o engenheiro italiano e administrador da equipe.

Steiner ainda deu detalhes sobre o planejamento financeiro da Haas para a temporada da Fórmula 1. O chefe da equipe afirmou que, mesmo com o limite apertado de gastos, será possível gerenciar o prejuízo caso não haja recorrência de batidas como esta.

Próxima corrida

Apesar do forte impacto, Mick Schumacher não sofreu ferimentos graves e recebeu alta do hospital ainda na noite do último sábado. O piloto alemão não participou da corrida em Jeddah. Gunther Steiner evitou confirmar se Mick Schumacher estará presente na próxima etapa da Fórmula 1, o circuito de Melbourne, na Austrália, mas chegou a afirmar que a Haas competirá normalmente na etapa e que levará dois carros para a prova que acontece no dia 10 de abril.

Após figurar nas últimas colocações em 2021, a Haas apostou em melhoras em seus carros para a atual temporada. O time chegou a conquistar um bom início nas duas primeiras etapas no campeonato de construtores, com os pontos somados pelo dinamarquês Kevin Magnussen. 

Pilotos cogitaram boicote após bombardeio

O GP da Arábia Saudita, segunda etapa do Mundial da Fórmula 1 em 2022, não ficou marcado apenas pelo triunfo de Max Verstappen nas ruas de Jeddah. Ainda na sexta-feira (25), durante o primeiro treino livre do fim de semana, a tensão tomou conta do evento após um bombardeio atingir instalações da petrolífera Aramco a cerca de 10 quilômetros da pista.

Mesmo acontecendo longe do autódromo, a distância não impediu que a fumaça oriunda do bombardeio estivesse presente nas imagens da sessão. Pilotos chegaram a sinalizar a intenção de deixar o país, mas acabaram convencidos pela organização a seguir com a programação normalmente, sob a garantia de segurança total para a realização da prova.

Posteriormente, o ataque foi reivindicado pelo grupo Houthis, do Iêmen. A ação se deu pelo fato de a Arábia Saudita liderar um conflito contra grupos rebeldes iemenitas em defesa do governo local desde 2015. A petrolífera atacada é uma das principais apoiadoras da F1, e patrocinadora da escuderia Aston Martin, dos pilotos Lance Stroll e Hulkenberg. (Da Redação, com Estadão Conteúdo)