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Lojistas temem desinteresse por itens da Copa

A eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo deste ano, além de mexer com os sentimentos do torcedor, afeta diretamente o bolso de quem tinha nos artigos esportivos relacionados à seleção uma fonte extra de lucro para este período. O adeus repentino à competição obrigará o comércio a arrumar alternativas para que os produtos não fiquem acumulados no estoque. Neste sábado (07), dia seguinte à desclassificação, o Cruzeiro do Sulouviu os gerentes de duas lojas do segmento para saber das perspectivas de agora em diante e também pessoas ainda chateadas com o duro golpe sofrido na derrota por 2 a 1 para a Bélgica.

Gerente da Loucos por Futebol, Brunno Souza diz que a loja apostou bastante nas vendas de camisetas da seleção brasileira, o que ao menos vinha surtindo efeito até a despedida do mundial. “Estava sendo rentável, muito bom mesmo. Inclusive, percebemos um aumento de 25% nas vendas em relação à Copa de 2014”, comenta. Ele acredita que o crescimento no percentual teve como relação, sobretudo, a confiança no futebol apresentado pela seleção e a campanha convincente nas Eliminatórias com a chegada do técnico Tite. “E a Copa também vinha sendo como uma válvula de escape para as pessoas esquecerem um pouco do nosso momento político”, cita.

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Souza admite que o sentimento ruim pela derrota ficou em segundo plano se comparado à preocupação com a “saída” de camisetas a partir de agora. “A gente deu um tiro no escuro, não tinha como não arriscar”, afirma. Até hoje pela manhã, ele ainda não havia definido uma estratégia para encarar a possível diminuição no interesse pelos produtos.

Já o gerente da American Shoes, Jefferson Gomes da Silva, fez outra análise sobre a loja que trabalha. Diz que a procura, no geral, foi menor no comparativo a 2014. “Em 2014 era a “nossa Copa”, mas acho que o 7 a 1 ainda marca as pessoas”, observa. Segundo ele, será necessário reduzir os preços para conseguir vender o que está no estoque. “Mas a gente pode olhar por um lado bom também, que com a seleção brasileira eliminada as pessoas voltam à rotina normal do dia a dia”, acrescenta.

O sentimento

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O torneiro mecânico Gilson Messias de Oliveira, 46, que vestia uma camisa do PSG, com o nome e número de Neymar estampados às costas, não se conteve ao comentar a eliminação brasileira. “Eu já esperava, time medíocre”, declara. Mesmo criticando, fala que foi dolorida a forma como o time perdeu a partida.

Gilson Messias diz que foi dolorida a forma como o time perdeu a partida - FÁBIO ROGÉRIOGilson Messias diz que foi dolorida a forma como o time perdeu a partida – FÁBIO ROGÉRIO

O ex-jogador profissional Carlos Fernando Santos Antunes, 52, com passagens por Ituano, Novo Horizontino e XV de Piracicaba, comprava bolas com o filho Rafael, 9. Na opinião dele, o Brasil deveria ter começado com uma disposição tática mais ofensiva para encarar a Bélgica de igual para igual. Apesar da tristeza pela eliminação, conseguiu enxergar um aspecto positivo no revés. “Foi importante para explicar ao meu filho que a vida não é só feita de vitórias.”

Carlos Fernando esperava uma disposição tática mais ofensiva da seleção - FÁBIO ROGÉRIOCarlos Fernando esperava uma disposição tática mais ofensiva da seleção – FÁBIO ROGÉRIO

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