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Alvo do Verdão, Heinze é ‘explosivo’

Alvo do Verdão, Heinze é ‘explosivo’
O técnico argentino Gabriel Heinze tem 42 anos. Crédito da foto: Divulgação

Principal nome cotado no momento para assumir o Palmeiras, Gabriel Heinze, de 42 anos, é um treinador perfeccionista, meticuloso e de temperamento explosivo. O argentino não permite interferências em seu trabalho, gosta de ter o controle dos ambientes em que está inserido e valoriza o jogo ofensivo e de intensidade.

Os dirigentes palmeirenses conversaram com o argentino, que pediu alguns dias para analisar o elenco e também outros aspectos do clube. Ele havia feito o mesmo antes de fechar com o Vélez Sarsfield, seu último time. O salário não é um problema para Heinze, tanto que valores ainda nem sequer foram discutidos. O mais importante é o projeto oferecido a ele. Se entender que terá autonomia para capitanear um bom projeto esportivo, é muito provável que diga “sim”.

“Se vai ao clube, quer ter preponderância, poder para implementar suas ideias. Se o Palmeiras lhe oferecer um projeto nessas condições, terá muitas chances de a negociação ter um desfecho positivo”, considera o jornalista argentino César Luis Merlo, da TyC Sports.

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O presidente Maurício Galiotte e o diretor Anderson Barros buscam um treinador capaz de implementar ideias modernas e um estilo de jogo ofensivo e agressivo, além de ser capaz de trabalhar com os jogadores oriundos das categorias de base. Heinze fez isso no Vélez, o qual tirou da zona de rebaixamento e levou às primeiras colocações do Campeonato Argentino para depois se desligar em março de 2019, após quase três anos, por desentendimentos com a direção.

Outro ponto positivo é a sua larga experiência na Europa como jogador, com passagens por Paris Saint-Germain, Manchester United, Real Madrid e Roma, e treinado por treinadores renomados, como Alex Ferguson, Didier Deschamps e Marcelo Bielsa, do Leeds United.

“Trata-se de um treinador de grande personalidade e líder. Assim foi como jogador, líder e capitão das maiores equipes no futebol de elite, assim como na seleção nacional. Exemplo de grupo. Dessa mesma forma age com seus elencos”, pontua Leonardo Samaja, coordenador da Associação de Técnicos do Futebol Argentino (ATFA) no Brasil. (Ricardo Magatti – Estadão Conteúdo)

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