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A vez de Fabrício Oya, que chega ao Azulão para ser o homem de criação

27 de Maio de 2019 às 22:31

A vez de Fabrício Oya Oya demonstra bastante maturidade para seus 19 anos. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Fabrício Oya chegou ao São Bento na última quinta-feira. Na sexta-feira, treinou com o grupo e, no sábado, estreou contra o Oeste, no CIC. Em apenas oito minutos dentro de campo, o meia anotou o gol da vitória -- o seu primeiro como profissional. O jogador está emprestado pelo Corinthians até o final da Série B e vem para preencher uma lacuna do elenco beneditino: ser o homem de criação.

“Desde o primeiro momento em que conversei com ele por telefone, vi a sua maturidade. Acho que ele fez a opção certa e ficou comprovado. Lógico que tem muito a ganhar em questão de ritmo, por conta do período que vinha sem jogar. É um atleta que com, a parte física boa, pode render muito mais”, comentou o técnico Doriva.

Na base corintiana, Oya sempre foi visto como uma joia. Foram nove anos no clube da capital, desde os 11 anos de idade a responsabilidade em ser o cara da equipe faz parte da sua vida. No São Bento, isso não seria diferente. Na primeira partida, ele já demonstrou que parece não sentir o peso de ser uma referência.

“É uma comparação diferente, mas na base eu sempre fui a referência, o camisa 10. Então, o que eu mais quero é ser no profissional também. Aqui no São Bento eu vim para somar, não sou mais que ninguém, venho com essa cabeça. Mas assumo a responsabilidade para preencher este espaço”, explicou Oya.

O jogador demostra uma maturidade acima da média para a sua idade. Fabrício Oya tem apenas 19 anos. Até os 14, vivia em trânsito, já que morava em Campinas e treinava em São Paulo. Escola pela manhã no interior, futebol à tarde na capital. O tempo para estudar era na estrada, já que sua mãe garantia que se ele tirasse uma nota vermelha, teria de abandonar o futebol.

Com medo de ficar longe da bola, o atleta nunca ficou com notas baixas na escola. Assim, pode realizar o sonho da vida: se tornar um jogador profissional. “Graças a Deus, eu consegui ter um estudo, mas se não fosse jogador, não sei o que faria. Eu nasci para isso, eu amo jogar futebol e não tem nada mais prazeroso do que vencer com um gol e um grupo desse.”

Antes mesmo da estreia, a torcida já estava ansiosa para vê-lo em campo. Agora, após o gol que deu a primeira vitória ao clube em casa na Série B, pode ser que o garoto esteja iniciando a trajetória para ser tornar um ídolo do São Bento. A história continua a ser escrita na sexta-feira, quando o Bentão entra em campo, em Sorocaba, às 20h30, para encarar o CRB-AL. (Zeca Cardoso)