Covid-19 Economia

Toyota concede férias coletivas em Sorocaba

A decisão afeta diretamente os funcionários da produção da fábrica
Toyota concede férias coletivas em Sorocaba
Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (16/1/2015)

A fábrica da Toyota em Sorocaba anunciou nesta quinta-feira (19) férias coletivas para todos os funcionários da produção, a partir da terça-feira (24), por 10 dias. A medida segue orientação dos órgãos de saúde e foi negociada com o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) como meio de conter a disseminação do coronavírus.

Os funcionários do administrativos continuam trabalhando, mas a distância (home office), conforme o sindicato. De acordo com o presidente do SMetal, Leandro Soares, a montadora entendeu a necessidade de preservar a saúde dos funcionários. “Chegamos ao acordo de iniciar as férias coletivas na próxima semana. Ao garantir a segurança dos trabalhadores, estamos, automaticamente, evitando que a população em geral corra risco de contaminação”.

O acordo com a Toyota deve ter consequência no funcionamento das sistemistas e de outras empresas que fornecem para a montadora. “Estamos negociando com essas empresas para que também adiram às férias coletivas e garantam, além da saúde dos trabalhadores, a manutenção dos empregos”, diz Soares.

Mais avisos de férias

Além da Toyota, outras três empresas metalúrgicas – CNH, Edscha e Varroc – protocolaram aviso de férias coletivas no SMetal para todos ou parte dos funcionários.

O sindicato enviou ontem requerimento a empresas da categoria pedindo férias coletivas aos trabalhadores. Segundo o SMetal, as férias coletivas poderiam ser concedidas por pelo menos 15 dias, a partir de segunda-feira. “A entidade flexibilizará o prazo para que as empresas comuniquem a concessão da parada dos trabalhadores e estará pronta para iniciar as negociações coletivas acerca do tema”, informa o SMetal.

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“A situação de pandemia é grave e a saúde dos trabalhadores é prioridade. Mas não podemos permitir que esse momento seja usado para retirar direitos, reduzir jornadas e salários sem acordos coletivos ou causar demissões”, conforme o presidente da entidade. (Da Redação)

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