Economia

Serviço de streaming ultrapassa a marca de 130 milhões de assinantes

O resultado faz parte do balanço da empresa para o terceiro trimestre de 2018
Mais uma vez, o crescimento da empresa foi puxado pelo bom número de novos assinantes no exterior. Crédito da foto: Divulgação

O serviço de streaming de vídeo Netflix chegou à marca de 130,4 milhões de assinantes em todo o mundo no final de setembro, em crescimento de 6,1 milhões de usuários pagantes na comparação com o segundo trimestre deste ano. O resultado, divulgado nesta segunda-feira (16) faz parte do balanço da empresa para o terceiro trimestre de 2018 e ficou acima da expectativa do mercado fazendo as ações da empresa saltarem 12% na bolsa de valores após o fechamento do mercado. A valorização fez a empresa ser avaliada em torno de US$ 168 bilhões.

“Nossa faixa ampla de programação original nos proporcionou um trimestre de crescimento de usuários e receitas”, disse Reed Hastings, presidente executivo da Netflix, em carta aos acionistas publicadas nesta segunda-feira (16). Os resultados financeiros da empresa também surpreenderam: a receita no terceio trimestre ficou em US$ 4 bilhões, em crescimento de 34% ano a ano; já o lucro foi para US$ 481 bilhões, em alta de 12% contra o segundo trimestre do ano passado.

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Mais uma vez, o crescimento da empresa foi puxado pelo bom número de novos assinantes no exterior: foram 5,1 milhões de adesões fora dos Estados Unidos. Ao todo, a Netflix tem 73,5 milhões de contas no mundo. Nos EUA, a empresa teve 1 milhão de novos assinantes, tendo agora 57 milhões de usuários pagantes.

Além dos bons números por si só, o mercado viu com bons olhos o crescimento robusto da empresa em um momento em que novos competidores se preparam para disputar fatias de serviços de streaming de vídeo. Se hoje a Netflix já disputa com Amazon e Hulu, no ano que vem empresas como AT&T e Disney devem lançar suas próprias plataformas no setor.

Para se diferenciar, a empresa aposta em conteúdo original ao longo de 2018; US$ 8 bilhões serão gastos com séries e filmes próprios. Além disso, a Netflix anunciou recentemente a construção de uma central de produção em Albuquerque, no Novo México, no qual gastará US$ 1 bilhão e gerará pelo menos mil empregos por ano.

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“Nosso trabalho é fazer a Netflix se destacar de forma que, quando os consumidores tenham tempo livre, eles escolham gastá-lo conosco”, disse Reed Hastings, na carta aos acionistas. Só no terceiro trimestre, a empresa lançou 676 horas de conteúdo original, entre séries, filmes e documentários. (Bruno Capelas – Estadão Conteúdo)

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