Economia

Região Administrativa de Sorocaba demite 4,8 mil em maio

No período de janeiro a maio de 2020, a região acumula saldo negativo total de 17.659 empregos
Região Administrativa demite 4,8 mil em maio
Comércio ficou fechado na pandemia e reduziu empregos. Crédito da foto: Vinícius Fonseca / Arquivo JCS (10/7/2020)

Estudo da Fundação Seade, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta saldo negativo de 4.876 postos de trabalho com carteira assinada, em maio, na Região Administrativa (RA) de Sorocaba, que compreende 48 cidades. Para o economista e professor Marcos Antonio Canhada, o saldo negativo é resultado das demissões ocorridas sobretudo por conta da pandemia do novo coronavírus, que diminuiu a atividade econômica de indústrias, além do fechamento de estabelecimentos comerciais.

No período de janeiro a maio de 2020, a RA de Sorocaba acumula saldo negativo total de 17.659 empregos. Os dados fazem parte do estudo sobre o mercado de trabalho, utilizando os dados da movimentação do Caged, do Ministério da Economia.

Os números mostram ainda que a RA de Sorocaba demitiu menos no período em relação à RA de São José dos Campos, por exemplo, com 5.964 demissões em maio deste ano. A RA de Campinas e a Região Metropolitana de São Paulo também têm números maiores, pois abrangem cidades mais populosas.

Já as RAs de Ribeirão Preto, Franca, Santos e São José do Rio Preto tiveram menos demissões no mesmo mês do que a RA de Sorocaba. A RA de Araçatuba foi a única com a criação de postos de trabalho entre janeiro e maio (1.312). Em maio, a RA de Araçatuba criou 1.355 vagas.

No Estado de São Paulo o estudo mostra que, em maio, o volume de admissões (236 mil) foi superado pelo de demissões (340 mil), o que levou à redução do saldo de empregos formais em 104 mil. O decréscimo no saldo de empregos formais de 0,9%, em relação a abril, foi similar ao observado para o Brasil.

De janeiro a maio, houve redução de 340 mil empregos no Estado, o que corresponde a 30% do decréscimo de postos de trabalho no País (-1.145 mil empregos) neste período. Estavam amparados pelo Programa de Preservação de Empregos, de abril a junho, 3,8 milhões de empregados, do total de 11,7 milhões existentes no Estado, conforme o levantamento da Seade.

Efeitos

Para Marcos Canhada, os números negativos são reflexos da pandemia na atividade econômica. Segundo ele, o País já estava com grande número de desempregados devido à última recessão, da qual a economia brasileira ainda estava se recuperando, de forma lenta e gradual. “Com a pandemia veio o fechamento do comércio e a paralisação de atividades econômicas e alguns setores foram mais afetados do que outros, o que, logicamente, acabou gerando demissões”, observa.

O economista ressalta que algumas empresas e estabelecimentos comerciais que fecharam suas portas não irão reabrir após a pandemia, mas outros negócios, novas empresas e comércios vão surgir, e aí os profissionais que estão desempregados precisam se preparar para ocupar tais vagas, dentro de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. (Ana Cláudia Martins)

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