Preço do diesel cai 5% depois de paralisação

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Caminhoneiros economizam com gasto menor em combustível e há variações entre Estados - ERICK PINHEIRO

O preço médio do litro do óleo diesel teve redução em Sorocaba após a greve dos caminhoneiros no fim de maio passado. O problema apontado pelos profissionais do setor é de que há muita diferença entre os Estados. Em junho, logo após o fim da greve, o preço médio do diesel em Sorocaba era encontrado a R$ 3,424 e atualmente está em R$ 3,256, uma variação de cerca de 5%.

Para o motorista de caminhão Danilo Carvalho, 31 anos, que está na estrada há dois anos, a diminuição de preços do diesel ainda é insuficiente. "Em cada região (o preço do diesel) é diferente", reclamou o motorista Roberto Souza, 40, que trabalha com caminhão há 20 anos. "No Estado do Rio o preço é um, no Estado de São Paulo paguei R$ 3,4, já cheguei a pagar R$ 4 na Bahia, e no Paraná, R$ 2,97." Não dá para entender porque tem posto que consegue colocar o preço lá embaixo e porque tem posto que não consegue baixar quase nada."

Mesmo assim, ele calcula benefícios com a redução do diesel de uma forma geral. Antes da greve, gastava só com o diesel, na viagem só de ida, entre R$ 5 mil e R$ 5,5 mil entre Santa Catarina, onde mora, e a Bahia. Agora, gasta R$ 4 mil, o que equivale a uma economia de ao menos R$ 1 mil. Como faz essa viagem três vezes ao mês, calcula uma economia somada de R$ 3 mil no mês.

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Impostos são metade do valor do combustível, diz Marques - ERICK PINHEIRO / ARQUIVO JCS (25/5/2018)

O presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Jorge Marques, disse que o governo subsidia essa diferença mencionada pelos caminhoneiros entre os preços de antes e depois da greve de maio. "O governo está tirando de outro lugar para subsidiar, está descobrindo um santo para cobrir o outro. Mas, no final das contas, quem paga é a população com os tributos. Mudando de governo, será que isso vai ser mantido? São perguntas sem resposta."

Marques observa que, no período da emergência da greve de maio, o governo paulista baixou a base de cálculo dos impostos, mas que agora recompõe e a tendência é que os postos repassem a variação para os combustíveis. A carga tributária representa aproximadamente 50% do valor dos combustíveis, diz o presidente do Sincopetro. Na prática, a cada R$ 100 que o consumidor gasta para abastecer, R$ 50 são impostos.