Economia

Planejamento evita pagar mais por viagens com altas e baixas do dólar

Oscilação da moeda americana trouxe preocupação a quem pretende viajar para o exterior nas férias
Planejamento evita pagar mais por viagens com altas e baixas do dólar
Quem vai para fora do País deve acompanhar a variação do dólar, diz Fernando Abrami. Crédito da foto: Emidio Marques

A variação do dólar não impede os sorocabanos de viajar, mas influencia na escolha dos destinos, favorecendo os nacionais e também os cruzeiros marítimos. A região Nordeste é a preferida do turista de Sorocaba que quer desfrutar de belas praias e as mais populares são Jericoacoara, no Ceará, e Porto de Galinhas, em Pernambuco. Entre os internacionais, as cidades de Orlando e Nova York, nos Estados Unidos, são os mais procurados, seguidos por Cancún, no México e Punta Cana, na República Dominicana.

Francisco Ataíde, diretor e gerente da agência de viagens B.Tour, conta que a alta no dólar registrada nos meses de agosto e setembro, quando a cotação chegava na casa dos R$ 4,20, fez alguns dos clientes adiar as viagens ao exterior. “Até aconteceu alguns adiamentos, mas isso foi raro por conta de a maioria programar os passeios com antecedência e quem costuma viajar para fora vai acompanhando o câmbio e comprando dólar aos poucos”, diz.

Planejamento evita pagar mais por viagens com altas e baixas do dólar
Alguns clientes adiaram a viagem, segundo Ataíde, da B.Tour. Crédito da foto: Pedro Negrão / Arquivo JCS (28/11/2014)

O primeiro semestre deste ano, afirma Ataíde, foi muito bom para o turismo internacional por conta da maior estabilidade do dólar e após o primeiro turno das eleições, a moeda americana voltou a baixar, ficando na casa dos R$ 3,80. Muitos que pretendiam viajar para o Caribe, diz o gerente da agência de turismo, acabaram optando pelos destinos nordestinos. “Nossos resorts não perdem em nada para os caribenhos e embora a preço da hospedagem se equipare, os custos no local acabam ficando menores por ser em real”, destaca.

A América do Sul também é muito procurada pelo turista sorocabano. Argentina e Chile são mais populares nos meses de inverno, por conta da neve. Já Peru chama atenção durante o ano todo, e além de Machu Picchu, a gastronomia de Lima é um atrativo. Os cruzeiros marítimos porém, afirma Ataíde, são os campeões de venda. Além de mais acessíveis, essa opção também não demanda grandes investimentos durante a viagem, pois a maioria tem refeições inclusas.

Planejamento evita pagar mais por viagens com altas e baixas do dólar
Porto de Galinhas, em Pernambuco, é um dos destinos turísticos nacionais preferidos. Crédito da foto: Divulgação

Planejamento

Consultor e supervisor de vendas da Soney Tur, Fernando Abrami destaca que planejar com antecedência as viagens garante as menores tarifas e a melhor cotação do dólar. “As pessoas também precisam se atentar que quando o dólar aumenta, a tarifa aérea internacional tende a ficar mais em conta, ou seja, não influencia tanto no custo total da viagem.” Acompanhar a variação e comprar dólar sempre que ocorrer uma baixa também é interessante, segundo Abrami. “Caiu um pouco o preço, compra uma parte do que vai precisar e vai acompanhando. Não aconselho comprar tudo de uma vez.”

Mesmo com a alta do dólar em agosto e setembro, Abrami conta que muita gente fechou viagens internacionais nesse período por medo de que a moeda subisse ainda mais nos meses seguintes. “Acredito que após o segundo turno das eleições as pessoas terão um panorama mais claro da economia e devem procurar as agências para programar os passeios”, afirma.

Malas prontas

Gisele Bispo Reis é bancária e há um ano programa com o marido a ida a Orlando, nos Estados Unidos. O foco da viagem é a visita aos parques da Disney. Por causa da profissão, ela sempre está atenta às variações do dólar e já comprou a quantidade que necessitava. “No ano passado, quando começamos a planejar as férias, eu também queria levar uma boa quantia para investir em roupas por conta dos outlets, mas como o futuro econômico do País ainda é incerto, vamos focar nos parques, que é o motivo principal da viagem.”

Mãe de duas crianças de 5 e 8 anos, Gisele planeja levar dinheiro em espécie e também usará o cartão de crédito se precisar. “Já fui para os Estados Unidos sozinha, mas com a família toda é a primeira vez e com certeza o gasto é maior.” A família ficará uma semana em viagem e embarca no início de dezembro. (Larissa Pessoa)

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