Economia

Para Bolsonaro, economia está ‘dando certo’

Acompanhado de Paulo Guedes, presidente disse que o Brasil resgatou a credibilidade internacional
Para Bolsonaro, economia está ‘dando certo’
Jair Bolsonaro também fez ontem reunião com ministros. Crédito da foto: Alan Santos / Presidência da República (28/10/2020)

Em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que o País resgatou a credibilidade internacional. Isso gerou, segundo ele, recomendação de compra da moeda brasileira e mostra que a economia está “dando certo”. Acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, o chefe do Executivo citou como exemplo de bom desempenho a geração de novos empregos. “O Brasil é um País que resgatou a credibilidade lá fora”, disse ele.

O presidente atribuiu o desempenho econômico a atuação dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Agricultura, Tereza Cristina. “A prova tá aqui, brasileiro está vendo mais, está produzindo mais, mais emprego”, comentou, durante interação com dois apoiadores que trabalham no setor de produção de soja. Sem entrar em detalhes, emendou: “Lá fora estão recomendando comprar Real.”

“A economia está voltando em V como a gente achava que ia voltar”, reforçou Guedes. “No mês passado, como disse o presidente, (foram) 250 mil novos empregos e 300 mil novas empresas”, afirmou o ministro.

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Os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em setembro, indicaram a abertura líquida de 249.388 vagas de trabalho em agosto.

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro, no entanto, retomou críticas à política de isolamento, que, para ele, prejudicou empresas. “Empresas foram destruídas, aquela história do ‘fica em casa’”, disse. Ele destacou medidas da equipe econômica para combater os efeitos da pandemia da Covid-19.

“Lembra que eu falava que tinha que tratar do vírus e da economia? E o pessoal dando pancada em mim e ‘nhenhenehe’. Olha o problema aí. Se não é o trabalho da equipe econômica, auxílio emergencial, socorro micro e pequenas empresas, rolagem de dívidas de Estados”, afirmou.

Soja

Depois da alta no preço do arroz, a preocupação de Bolsonaro agora é o valor do óleo de soja. Em reunião ontem com produtores do grão, em Brasília, o presidente pediu para que uma parcela da produção do grão não fosse vendida a outros países para não afetar o preço do óleo.

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“Tem de ficar um pouquinho (de soja) no Brasil. Se não ficar, bagunça o preço do nosso óleo de soja aqui”, disse ao conversar com um trabalhador do setor de armazenagem de grãos e com um produtor rural, antes da reunião do Conselho de Governo, no Palácio da Alvorada.

O consumidor tem se deparado com a alta dos preços do óleo, o que tem pesado inclusive nos índices de inflação. No Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de outubro, divulgado na semana passada pelo IBGE, a alta do óleo de soja foi de 22,34%.

As cotações da soja têm subido no mercado internacional por causa de diversos fatores. Entre eles, está principalmente a forte demanda da China. (Emilly Behnke – Estadão Conteúdo)

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