Buscar no Cruzeiro

Buscar

Opep vê queda na demanda por petróleo

14 de Outubro de 2020 às 00:01

Opep vê queda na demanda por petróleo Para o Brasil, projeção é de aumento da produção em 2021. Crédito da foto: Divulgação Petrobras

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve praticamente inalterada sua projeção para a queda na demanda global de petróleo neste ano, de cerca de 9,5 milhões de barris por dia (bpd), mas revisou as projeções regionais. O consumo global deve ser de 90,3 milhões de bpd neste exercício. Para o próximo ano, contudo, a entidade, com sede em Viena, espera um crescimento menor, de 6,54 milhões de bpd e não mais de 6,62 milhões de bpd, como projetado há um mês.

“Esta revisão para baixo em 2021 reflete principalmente menor perspectiva de crescimento econômico para os países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e também os de fora do grupo em comparação com a previsão do mês passado”, explica a Opep, em relatório mensal divulgado ontem.

Para 2021, a Opep considera que o crescimento da demanda de petróleo seja limitado por uma série de fatores, incluindo o do trabalho e educação a distância e ainda a diminuição de viagens internacionais, tanto a negócios como lazer. A entidade cita ainda ganhos de eficiência no setor de transporte, políticas de substituição de petróleo na geração de energia e redução dos subsídios ao setor de combustíveis.

A Opep manteve a expectativa de que a produção de petróleo no Brasil seja em média de 3,78 milhões de barris por dia (bpd) neste ano. Para 2021, a projeção é de 3,92 milhões de bpd, principalmente com impulso do petróleo bruto nas áreas do pré-sal, também permaneceu inalterada.

A organização, em relatório mensal, informa que a produção de óleo bruto no Brasil cresceu para uma média de 3,09 milhões de bpd, uma vez que o fornecimento no campo petrolífero de Lula, no horizonte do pré-sal, se recuperou. “O crescimento mensal em Atapu e Búzios foi compensado pelo fechamento do campo Peregrino, da Equinor, no horizonte do pós-sal”, acrescenta a Opep. (Aline Bronzati - Estadão Conteúdo)