Economia

Huawei e FIT inauguram laboratório de IoT em Sorocaba

Pesquisas e projetos em Internet das Coisas, para segmentos diversos, serão desenvolvidos em Sorocaba
Carlos Ohde, da FIT: “novas profissões estão surgindo com as tecnologias emergentes”. Foto: Emídio Marques

A Huawei, em parceria com o FIT — Instituto de Tecnologia, inaugurou ontem em Sorocaba o Laboratório de Internet das Coisas (IoT), que receberá pesquisas e projetos de empresas. Além de promover o desenvolvimento de tecnologias e mão de obra para uma nova era das telecomunicações do Brasil, o espaço permitirá criações de sistemas que poderão ser empregados nas cidades, na indústria, na saúde e agronegócio, entre outras áreas.

De acordo com Jason Zhao, diretor-chefe de tecnologia da Huawei do Brasil, o laboratório de Sorocaba será um polo de testes e desenvolvimento de ideias, fomentando o ecossistema nacional de aplicações e dispositivos para IoT. “A Huawei vai fomentar o ambiente open lab, onde empresas parceiras, empreendedores iniciantes, universidades, institutos de pesquisa, comunidades de desenvolvedores e startups poderão ter acesso a sua infraestrutura.”

A Internet das Coisas, destaca Carlos Ohde, superintendente da FIT, está transformando empresas tradicionais e o cotidiano das pessoas. “Vislumbramos nessa parceria para a criação do laboratório uma oportunidade de treinar mão de obra para novas profissões que estão surgindo com as tecnologias emergentes.” De acordo com Ohde, a FIT tem unidades também em Barueri, Jaguariúna e Manaus. Do total de 260 profissionais atuantes nos laboratórios, cerca de 140 já estão atuando em Sorocaba.

Pesquisas buscam integrar o mundo físico ao digital. Foto: Emídio Marques

O que é

A IoT direciona a integração dos mundos físico e digital, através de dispositivos que se comuniquem com os outros, os data centers e suas nuvens. A chamada “Internet das Coisas” se refere a uma revolução tecnológica que conecta os itens usados do dia a dia à rede mundial de computadores. O presidente da Huawei, Yao Wei, afirma que a empresa já está com projetos em andamento, como medidores inteligentes e iluminação pública inteligente.

No Brasil, segundo Wei, algumas iniciativas já foram desenvolvidas com a participação da Huawei, como a de iluminação pública feita em conjunto com a PUC-RS. A empresa também tem uma parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para desenvolver soluções de videomonitoramento.

Jason Zhao, da Huawei. Foto: Emídio Marques

Importância econômica

Estima-se que o ecossistema que envolve a IoT terá 100 bilhões de conexões até 2025. O setor, segundo o Guia Semestral Internacional do International Data Corporation (IDC), deve movimentar US$ 1,29 trilhão até 2020. Dentro desta previsão, as maiores aplicações serão na indústria (US$ 178 bilhões), transporte (US$ 78 bilhões) e serviços públicos (US$ 69 bilhões), segundo Ariel Uarian, que esteve presente no evento representando o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Leandro Santos, vice-presidente da Flex Brasil, Carlos Azen, gerente setorial do BNDES para indústrias de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e representantes das empresas Quanta, Kexing e HDA participaram da abertura do laboratório, que fica no complexo da Flex, na rodovia José Ermírio de Moraes (Castelinho).

O prefeito José Crespo (DEM) e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Robson Coivo, também estiveram na inauguração. Crespo afirmou que com o laboratório, Sorocaba se consolidará entre as potências do Estado. “Estamos no mesmo patamar de outras macrometrópoles como Campinas, Santos e São José dos Campos”, afirmou o prefeito.

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