Economia

Fornecedores da Embraer não resistem e fazem demissões

Seis empresas que têm a fabricante de aviões como principal cliente fizeram cortes entre 30% e 50%
Fornecedores da Embraer fazem demissões
Crédito da foto: Divulgação / Embraer

Fornecedores da Embraer fizeram ao menos 300 demissões em abril, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. De acordo com a entidade que representa os trabalhadores, seis empresas que têm a fabricante de aviões como principal cliente fizeram cortes entre 30% e 50% do quadro de funcionários, sendo que, em um caso, a Status Usinagem chegou a encerrar as atividades, demitindo todos os funcionários.

No último dia 13, no entanto, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar impedindo a Status de dispensar os seus 75 empregados. Desde então, Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região vem buscando um acordo para solucionar a situação na empresa.

No último dia 10 de abril, a Embraer anunciou uma adoção de medidas para evitar demissões. O plano prevê a suspensão temporária de parte dos contratos de trabalho com ajuda compensatória e a redução de jornada e de salário, com garantia de emprego no retorno ao trabalho.

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Em nota, a empresa disse que “as ações emergenciais e temporárias são válidas a partir de 13 de abril e terão duração entre 60 e 90 dias, e garantia de emprego pelo período correspondente ao tempo em que estiver em redução de jornada e salário ou suspensão do contrato”.

Segundo a Embraer, não haverá alterações na jornada ou salários para colaboradores em atividades essenciais e trabalho presencial.

Fim de acordo

No último sábado, a Boeing divulgou que desistiu da parceria com a Embraer, anunciada em 2018. O acordo previa a formação de uma joint venture com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer. Segundo a empresa, a Embraer não cumpriu algumas obrigações contratuais previstas para terminar o negócio.

A Embraer cancelou a proposta de conceder o incentivo de longo prazo que seria dado à sua alta cúpula em 2020. A proposta, que estava prevista para ser avaliada na assembleia geral extraordinária, marcada para hoje, foi retirada de pauta. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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