Economia

Em uma semana, gasolina aumenta 2,7% em Sorocaba

Pesquisa da ANP Sorocaba revela alta de R$ 0,11; consumidor procura preços menores em postos
Em uma semana, gasolina aumenta 2,7%
Valor do combustível variava de R$ 3,92 a R$ 4,59 na semana passada (7 a 13 de abril). Crédito da foto: Erick Pinheiro

No prazo de uma semana, o preço da gasolina nos postos de Sorocaba aumentou 11 centavos, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), feito em 26 estabelecimentos da cidade. O preço médio passou dos R$ 4,02 na primeira semana de abril para R$ 4,13 na semana passada (de 7 a 13 de abril), período da última pesquisa disponível. O aumento de uma semana para outra é de 2,7%. Em janeiro, a gasolina custava em média R$ 3,95, passando para R$ 3,89 em fevereiro e R$ 4,01 em março.

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A ANP aponta ainda que na semana passada o preço mínimo do combustível encontrado nos postos da cidade era R$ 3,92 e o máximo R$ 4,59. Já na primeira semana do mês, o preço mínimo era R$ 3,84 e o máximo, R$ 4,19. O custo maior do combustível leva mais donos de veículos a pesquisar valores em diferentes postos e o que se vê na cidade são filas nos estabelecimentos que vendem mais barato. Em alguns horários, como no final da tarde, as filas se estendem para fora do posto, até prejudicando o trânsito.

A alta reflete sucessivos reajustes do combustível feitos pela Petrobras. No acumulado do ano (de 1º de janeiro a 16 de abril), a estatal elevou o preço da gasolina para as distribuidoras em 28,66%, ou seja, o preço médio praticado pela empresa em 1º de janeiro era R$ 1,50 e passou para R$ 1,93 em 16 de abril. O reajuste para as distribuidoras não é necessariamente o mesmo pago pelo consumidor final nas bombas, pois os preços dos combustíveis são livres nos postos.

Segundo a Petrobras, o valor final do litro da gasolina é composto por quatro fatores: preços do produtor ou importador de combustível, carga tributária, custo do etanol obrigatório (percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina comum é de 27%), e margens da distribuição e revenda. “Os combustíveis derivados de petróleo, como a gasolina, são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”, diz a empresa.

O presidente da regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro) em Sorocaba, Jorge Marques, afirma que aos proprietários de postos não resta outra alternativa a não ser repassar o aumento para o consumidor. “A Petrobras faz reajustes praticamente diários para as refinarias, então, isso reflete diretamente nas bombas. E o consumidor precisa ficar atento e desconfiar quando o preço está muito baixo, pois a qualidade do produto pode ser inferior”, alerta.

O pesquisa da ANP revela ainda que a gasolina ficou mais cara em quase todo o País. De acordo com os dados do último levantamento, o valor médio nos postos avançou em 24 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada. A pesquisa aponta também que houve recuo apenas no Amazonas e na Bahia.

Na média nacional, o preço médio avançou 1,01% na semana passada ante a anterior, de R$ 4,35 para R$ 4,40. Em São Paulo, maior consumidor do País e com mais postos pesquisados, o litro da gasolina subiu 1,13%, de R$ 4,08 para R$ 4,13, em média, conforme a ANP.

Consumidores se queixam de altas recentes

Em uma semana, gasolina aumenta 2,7%
Daiane abastece o carro em posto que tem preço menor. Crédito da foto: Erick Pinheiro

O administrador Hélio Gomes de Almeida, 53 anos, prefere abastecer o veículo com gasolina, mas afirma que o combustível subiu muito nas últimas semanas. Ele mora em São Roque e que costuma passar sempre em Sorocaba por conta do trabalho. Aproveita para encher o tanque pois é mais barata. “Em São Roque já estou pagando R$ 4,40 pelo litro da gasolina e aqui ainda achei por R$ 3,95. Então, são 45 centavos a menos por litro”, diz Hélio.

A profissional de marketing Daiane Fornel, 29, só abastece o carro com gasolina, pois o veículo não aceita outro combustível. Ela também notou o aumento recente, mas como seu carro não é flex a única maneira de economizar é procurar o posto com o preço mais barato. “Meu carro não é flex e só aceita gasolina, então, quando saio procuro fazer tudo o que eu preciso antes de voltar para casa. Ou encontrar um posto onde o preço esteja menor.”

O aposentado Luís Carlos Mansuela, 67, prefere abastecer o carro com gasolina, mas reclama do preço. “Subiu demais. Toda semana é um preço diferente e sempre maior”, diz.

Para os consumidores que possuem carros flex, o etanol é a alternativa para economizar. Na semana passada, segundo a ANP, o preço médio em Sorocaba era R$ 2,67. O etanol é mais vantajoso para o consumidor quando custa até 70% do litro da gasolina, pois rende menos em quilômetros. (Ana Cláudia Martins)

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