Economia

Em agosto, juro do crédito cai para consumidor e empresa

Diretor-executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, analisa cenário
Melhora do cenário econômico seria um dos fatores que influenciaram resultado. Crédito da foto: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

As taxas de juros médias na ponta caíram em agosto 0,04 ponto porcentual para pessoa física e 0,10 ponto para pessoa jurídica (empresas), apurou a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Para o diretor-executivo da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, o que pode estar por trás da queda do juro na ponta, uma vez que o Banco Central está mantendo a Selic inalterada, é a redução do depósito compulsório, a melhora do cenário econômico com redução do risco de inadimplência e o próprio patamar de juro e spread que possibilita a redução das taxas mesmo com a manutenção da Selic.

A queda 0,04 ponto porcentual do juro para pessoa física em agosto equivale a um recuo de 0,72% em relação a julho. Passou de 6,99% para 6,94%. No ano, a queda chega a 1,26 ponto porcentual, de 124,97% para 123,71%. No segmento pessoa jurídica, o recuo de 0,10 ponto porcentual derrubou a taxa média em 2,62% na passagem de julho para agosto, de 3,82% ao mês para 3,72%.

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Taxa de juros x Selic

De março de 2013 a agosto último, a Selic sofreu um redução de 0,75 ponto porcentual, ou 10,34%, de 7,25% ao ano para atuais 6,50% ao ano. Neste mesmo período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 35,74 pontos porcentuais ou 40,63%, passando de 87,97% ao ano em março de 2013 para 123,71% ao ano em agosto deste ano.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma elevação de 11,43 pontos porcentuais, ou 26,23%, de 43,58% ao ano em março de 2013 para 55,01% ao ano em agosto deste ano. Para os próximos meses, a tendência é de continuidade de queda das taxas de juros, segundo Oliveira, por causa da melhora do cenário econômico com menor risco de crédito e o fato das atuais taxas de juros das operações de crédito estarem elevadas.

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“Mas, frente às incertezas derivadas do quadro eleitoral que vêm pressionando a cotação do dólar, bem como fatores externos, notadamente o quadro econômico em algumas economias emergentes, existe igualmente o risco de as taxas de juros voltarem a ser elevadas nos próximos meses”, alertou o executivo da Anefac. (Estadão Conteúdo/Francisco Carlos de Assis)

 

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