Economia

Dólar cai para R$ 4,03 com pesquisa eleitoral e juros dos EUA

A Bolsa brasileira terminou o dia perto da estabilidade, após sessão alternando entre perdas e ganhos
O dólar chegou a recuar para a mínima de R$ 4,0110 e fechou em queda de 1,39%, a R$ 4,0260. Crédito da foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

 

A confirmação da já esperada alta na taxa de juros americana e a divulgação de novas pesquisas de intenção de votos para Presidente derrubaram em mais de 1% o valor do dólar nesta quarta-feira (26). A Bolsa teve dia volátil, alternando entre perdas e ganhos durante a maior parte da sessão. O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou as expectativas do mercado ao elevar  0,25 ponto percentual a taxa de juros americana, para o intervalo de 2% a 2,25% ao ano. Foi o terceiro aumento promovido neste ano. Para 2019, o BC dos EUA sinalizou mais três elevações, também em linha com o que esperavam investidores, e um outro aumento em 2020.

Isso colocaria os juros do Fed em 3,4%, cerca de 0,5 ponto percentual acima da taxa de juros “neutra” estimada, na qual os juros não estimulam nem restringem a economia. Notícias de alta de juros nos Estados Unidos tendem a motivar a valorização do dólar ante divisas emergentes, porque incentivam investidores a retirar dinheiro aplicado em países considerados mais arriscados em busca de títulos da dívida americana, considerados ativos mais seguros.

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No entanto, o mercado reagiu de forma distinta nesta quarta. O dólar chegou a recuar para a mínima de R$ 4,0110 e fechou em queda de 1,39%, a R$ 4,0260. O valor é o menor desde 21 de agosto.
“Havia algum temor de que o Fed poderia indicar mais aumentos dos juros no próximo ano, mas ele manteve a previsão de que devem ocorrer mais três novas altas em 2019”, explicou o economista-chefe da corretora Guide, Victor Candido. De uma cesta de 24 divisas emergentes, o dólar perdeu valor para a metade delas.

No cenário doméstico, o mercado foi pautado pela nova divulgação de pesquisas eleitorais. A do Paraná Pesquisas colocou Jair Bolsonaro (PSL) à frente de Fernando Haddad (PT) em uma eventual disputa no segundo turno. A notícia foi vista com otimismo por investidores, que têm apontado preferência pelo deputado após perceberem que Geraldo Alckmin (PSDB), até então considerado o mais apto a propor reformas, não conseguirá avançar na preferência dos eleitores.

Durante a tarde, nova pesquisa Ibope, encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), restabeleceu o cenário de vantagem do petista. O noticiário externo ofuscou, no entanto, a atenção de investidores. A Bolsa brasileira terminou o dia perto da estabilidade, após sessão alternando entre perdas e ganhos. O Ibovespa, principal índice acionário, ganhou 0,03%, a 78.656 pontos. A Vale, que na véspera havia valorizado e ajudado a sustentar o índice, recuou 3,52% no pregão. Bancos e Petrobras, com forte peso no índice, tiveram ganhos moderados. (Tássia Kastner/ Folhapress)

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