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Economia

Criatividade e necessidade impulsionam pequeno negócio

Empreendedores desafiam crise com produtos e serviços populares
Criatividade e necessidade impulsionam pequeno negócio
Clientes pagam por mês no salão em que Priscila é sócia. Crédito da foto: Divulgação

A criatividade e a necessidade de sobreviver num cenário econômico cada vez mais difícil e competitivo impulsionam novas modalidades de negócios. Em Sorocaba e outras cidades da região essa tendência é bastante comum nos bairros periféricos. Dos tradicionais churrasquinhos no final da tarde à venda ambulante de pizzas prontas, a recomendação de especialistas para o cidadão se “reinventar” tem sido levada ao pé da letra por cidadãos que partem de uma ideia, de um negócio já em andamento e até mesmo da decisão de dar um novo rumo à vida.

No segmento de pizzas, ambulantes vendem o produto em bairros de Sorocaba a preços que vão de R$ 10 a R$ 15, inferiores aos preços tradicionais, e oferecem promoção a quem levar duas pizzas. Outro setor que inova na relação com os clientes é o dos salões de beleza. Um exemplo é a cabeleireira Priscila Fernanda de Almeida Vicêncio, 33 anos, que trabalha em salão de beleza ao lado de sua casa, em Araçoiaba da Serra, e oferece pacotes de serviços com pagamento mensal.

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“No momento de crise, isso acaba sendo viável tanto para o salão, que fideliza o cliente, e também para o cliente, que acaba tendo mais facilidade”, compara Priscila. Segundo ela, no plano mensal o cliente fecha um pacote conforme sua necessidade e dentro desse pacote é oferecido desconto.

Um pacote mensal só para as unhas das mãos e dos pés sai a partir de R$ 100 ao mês, podendo variar se acrescenta algum serviço. Para comparação, um atendimento avulso de pés e mãos custa R$ 40. Priscila trabalha no salão com as colegas Valéria, Michele e Fernanda, em serviços de manicure, cabeleireira e maquiadora.

Sebrae

“Essas iniciativas são super positivas, mostram na verdade uma característica empreendedora do povo brasileiro”, diz o gerente regional do Sebrae-SP em Sorocaba, Alexandre Martins. Ele considera que, por mais que as ideias sejam impulsionadas por necessidade — em muitos casos, por causa de perda do emprego com carteira assinada — “essa é a característica do nosso povo: a partir de coisas simples, pensar numa forma de ganhar dinheiro”.

O Sebrae recebe diariamente muitas pessoas que começaram em casa, geraram oportunidade e faturamento, têm funcionários com carteira assinada. Ele salientar que 98% das empresas instaladas no Brasil são micros e pequenas empresas: “Essa é a cara do Brasil, com pequenos empreendimentos e muitos deles começaram como necessidade, outros começaram com um sonho. Desse sonho geram renda. E outras famílias são beneficiadas com oportunidade de trabalho. Cada vez mais a gente precisa levar mais capacitação e orientação para que elas tenham sucesso.”
Sorocaba já conta com mais de 33 mil microempreendedores individuais formalizados, dado recente divulgado pelo Espaço do Empreendedor, segundo informa Martins. “Só na cidade de Sorocaba praticamente 5% da população tem se beneficiado dessa lei (dos microempreendedores)”, ele compara.

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Uniten

Nessa estratégia de fomentar a geração de renda para cidadãos, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Renda da Prefeitura de Sorocaba viabiliza pontos de comercialização e divulgação dos trabalhos e entre as iniciativas está a Feira Artesanal na praça Coronel Fernando Prestes, realizada mensalmente durante uma semana. Também há a Casa do Artesão, no interior do shopping Pátio Cianê, que funciona das 10h às 22h, e dois antigos bicicletários, transformados em pontos de vendas de artesanato, um na praça Carlos de Campos e outro no largo do Rosário.

A Prefeitura também autoriza 109 ambulantes de comestíveis a expor seus produtos em pontos da cidade como Parque das Águas, Terminal Santo Antônio, Detran, Biblioteca Municipal e Rodoviária.

O coordenador das atividades de geração de renda da Secretaria, Jorge Afeich, que trabalha na Universidade do Trabalhador, Emprego e Renda (Uniten) atende de 5 a 10 pessoas por dia buscando orientação.” Os interessados são encaminhados para a Vigilância Sanitária, para o curso de manipulação de alimentos ou para a Associação Sorocabana de Artesanato. (Carlos Araújo)

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