Economia

Congresso e governo tentam alternativa para Renda Cidadã

Senador Márcio Bittar disse que proposta deve ficar pronta semana que vem
Congresso e governo tentam alternativa para Renda Cidadã
Guedes se reuniu com Rodrigo Maia e Alcolumbre na segunda. Crédito da foto: Sergio lima / Arquivo AFP (1/9/2020)

O governo e o Congresso colocaram no radar uma lista de medidas de ajuste que podem abrir um espaço de até R$ 45,4 bilhões no Orçamento para bancar a ampliação do Bolsa Família por meio do novo Renda Cidadã. Na segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se encontraram em um jantar para tentar encontrar uma solução para o programa social sem furar o teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação.

O objetivo é buscar uma reaproximação entre Guedes e o Congresso e mostrar coesão em torno da agenda de responsabilidade fiscal, que passou a ser vista com desconfiança diante do racha dentro do próprio governo sobre flexibilizar ou não o teto de gastos para acomodar o Renda Cidadã.

Integrantes do governo buscaram apaziguar os ânimos após os desentendimentos entre Guedes e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, na última sexta-feira.

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) afirmou ontem que a proposta para o Renda Cidadã deve ficar pronta na próxima semana, “se Deus quiser”. Bittar foi questionado se o Renda Cidadã ficaria para dezembro, depois das eleições municipais. O senador é relator da proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC emergencial, que ainda tramita no Congresso e deve incorporar o Renda Cidadã. “Semana que vem, se Deus quiser, está pronto”, disse.

Bittar deu a declaração ao chegar no Palácio do Planalto, na tarde de ontem. Um dia antes, na segunda, ele chegou a afirmar após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que apresentaria a proposta hoje.

Segundo apurou o Estadão, o presidente da Câmara reforçou a necessidade de cortar despesas e insistiu na manutenção do teto de gastos, dizendo que não é possível encontrar “fórmula mágica” para o novo programa. (Estadão Conteúdo)

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